Tal como suspeitava, o ataque de Norberto Soares a Manuel Moreira caiu bem entre os seus apoiantes mais afoitos, a avaliar pelos comentários deixados por Nuno Pinto e Augusto Soares. Mas também é verdade que já recebi sinais, de quem está na expectativa, de que o ataque causou alguma perplexidade.
A Augusto Soares já respondi aos seus apelos de calma, dizendo-lhe que calma, por cá, é o que não falta. Mais difícil é a resposta a Nuno Pinto, que diz que não percebe o meu comentário, nem vê qualquer violência nas palavras de Norberto Soares.
Começando pelo princípio.
O que estranhei foi que o texto que abre as hostilidades tenha partido de Norberto Soares. E estranhei, porque não conhecia esta faceta de NS. Ela existe, porém, como se revela no texto. O que demonstra que nem sempre conhecemos tão bem as pessoas quanto julgamos. E isto está longe de ser uma crítica - trata-se apenas da constatação de um facto. Insisto, por isso: o tom do texto casa mal com o que conheço da personalidade de Norberto Soares. Como, certamente, se estranharia que eu, se fosse candidato, deixasse de responder à letra aos ataques pessoais, como aqueles de que fui vítima, por parte de Ferreira Torres, em 2001. Cada um é como é. E nem sequer estou para aqui a dizer que os outros devem ser como eu. Só que há imagens que se constroem e quando se foge delas o resultado é imprevisível.
Estou em completo desacordo com Nuno Pinto quando diz que o texto não é violento. É-o e muito. Se bem repararmos, não estamos perante um ataque político estrito. Resvala para o ataque pessoal, que visa o carácter de um adversário. O carácter. A falta de ética. A falta de vergonha.
E com tudo isto - repito - não estou a discutir se o que relata NS no seu texto é verdadeiro ou não. Porque não é isso o que está em causa nos meus comentários.