Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 09
publicado por José Carlos Pereira, às 00:05link do post | comentar

O meu amigo Carlos Soares discordou da minha análise. Na política e no futebol andámos sempre desavindos. Nunca partilhei os seus "encantos" por Avelino Ferreira Torres, Manuel Monteiro ou Paulo Portas. Também sempre preferi o dragão ao leão.

Carlos Soares tem a intuição de que Ferreira Torres vai ganhar e eu nada posso fazer contra intuições. Se ainda fosse em Vilar de Perdizes...E conhecendo bem Carlos Soares, sei que nada o vai demover, pelo que só na noite das eleições o poderei contraditar. Espero eu.

Carlos Soares mistura alhos com bugalhos ao comparar os devaneios financeiros de Nuno Cardoso - Fernando Gomes foi de outro campeonato - com um descalabro total, traduzido na situação de ruptura financeira em que Marco de Canaveses só é acompanhado por Setúbal. O peso dos 70 milhões de euros de dívida e encargos e o fantasmagórico contrato de concessão da água e saneamento, com proveitos estimados para a concessionária superiores a 400 milhões de euros, produzirão efeitos durante mais de vinte anos. As suas consequências limitarão a governação de quem vier a ganhar as quatro ou cinco próximas eleições e provocam um garrote ao equilíbrio financeiro da autarquia. Nada de comparável com o Porto. Nada de comparável com nada!

Por isso disse que a herança de Ferreira Torres continuará a ser julgada pelos anos fora. Que remédio. É claro, contudo, que Manuel Moreira vai ser julgado por estes quatro anos de mandato. Pelo que fez e pelo que não fez. A democracia assim o exige.


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