Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
08
Jan 09
publicado por José Carlos Pereira, às 18:45link do post | comentar

Num  post anterior disse que a minha inclinação para a esquerda democrática e social-democrata, na velha tradição nórdica, em meados dos anos 80, tinha motivações que procuraria explicar oportunamente.

Pois bem, recupero um texto do blogue Incursões onde falava sobre isso, em Outubro de 2005, nas vésperas das presidenciais e na ressaca das últimas autárquicas. Dizia então que “a minha viagem para terrenos mais à esquerda já havia começado e foi influenciada por vários factores – os meios universitários que frequentava, as leituras, a realidade urbana que reencontrei depois de alguns anos a viver num meio mais fechado e conservador, a intensa campanha eleitoral das presidenciais de 1985/86, uma maior preocupação com as questões sociais e a distribuição da riqueza num período de graves dificuldades económicas. É certo, porém, que as características impressivas da liderança de Cavaco contribuíram muito para me empurrar mais para a esquerda nesses meados dos anos oitenta.”

Aqui ficam as minhas (resumidas) razões para ter chegado mais à esquerda aos vinte e um anos, fazendo um trajecto contrário ao da maioria, que normalmente era de esquerda aos dezoito e de direita aos trinta anos.

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