Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
30
Jul 11
publicado por João Monteiro Lima, às 23:55link do post | comentar | ver comentários (2)

Tal como tinha sido avançado num outro post, ontem foi lido o Acórdão do caso do Relógio de Ouro que terá sido oferecido ao ex-Presidente da Câmara, Avelino Ferreira Torres.

19 autarcas condenados a 3 anos de prisão com pena suspensa e a restituição dos montantes às Juntas.

Alguns dos agora condenados já tinham sido tinham condenados pelos eleitores das respectivas freguesias, quer em 2005 quer em 2009, com derrotas nas eleições.

Uma opinião sobre este assunto pode ser lida aqui


24
Jul 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

O leitor e amigo Abel Ribeiro escreve no seu blogue "Esquerda Possível", mais uma crónica sobre o Marco. Importante e interessante, transcrevo o texto intitulado "Um eterno, mas sublime, desencanto":

 

Na minha actual "comissão de serviço" no Alentejo, mormente em Avis, tenho, muitas vezes, saudades do Marco. Porque é lá que continuo a viver, onde tenho a minha casa e muitos afectos, alguns construídos desde que comecei a lá ir, em Novembro de 2006.
Não que me faltem causas, valores, objectivos que me preencham, no meu "ermitério" profissinal actual, de Avis: cerca de 70 pessoas, de várias idades e condições, encontraram, em actividades que vulgarmnte têm o substantivo "formação", um novo alento para serem, sobretudo, socialmente activos.
E são ! Vão nascendo, fruto da tal "formação", uma Universidade Sénior, um Banco de Voluntariado, um grupo de teatro amador (com 2 encenações, uma com fantoches, que fará história, aqui), um serviço de guarda de crianças...
E começou-se em Março. Numa instituição de raiz católica que, desde sempre, sabe que eu não posso ser católico. É claro, com uma Câmara que "permite" que isto aconteça, num Município gerido por uma maioria que sabe que eu nem comungo da sua cor política, mas que acolhe, apoia e deixa que façamos o nosso trabalho, que aprecia e, até, elogia.
"I love this game", como era lema da NBA.
Recordo a minha chegada ao Marco; a sobranceria e desprezo com que a Câmara de Manuel Moreira acolheu uma iniciativa de divulgação,em primeira mão, em Novembro de 2007, do QREN e dos seus apoios á acção social : após a sessão de abertura, Manuel Moreira e as suas "seguidoras", talvez por tudo saberem já sobre o tema, foram embora, não assintindo ás comunicações...; detesto quem julga que já sabe tudo , para esconder a sua incompetência !
Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...
O mesmo Manuel Moreira, teve a ousadia de, na minha ausência, fazer insinuações sobre a minha pessoa, em plenário da Rede Social, em Maio de 2008, e convidado a colocá-las em acta, não o fez...; detesto a arrogância dos cobardes !
Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...
O mesmo Manuel Moreira Moreira teve a pouca vergonha de comentar, junto de pessoas com quem colabarei, em dislate muito recente, que "ainda bem que ele se foi embora"...;detesto xenófobos, mesmo que educados!
Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...
Na Regão do Tâmega vivi, também, algo que nunca, com a minha vida e curriculum, alguém me tinha feito : oferecer os meus serviços a uma poderosa associação de desenvolvimento e não ter tido qualquer resposta, nem sequer ter sido convidado para uma entrevista. Perdão! Tive...; mandaram-me um "recado", por terceira pessoa, dizendo que eu tinha competências a mais, que "aquilo" não era bem á minha medida, mas, sobretudo, que eu era muito polémico e Manuel Moreira fazia parte dos Orgãos Sociais...; detesto estatutos de servidão, por mais qualificada que ela seja!
Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...
No Marco, já militante do PS, porque disse o que pensava, fui segundo suplente na lista para a Assembleia Municipal, nas últimas Autárquicas, nas listas do PS, porque, ao que dizem, sabe-se lá porquê, se eu fosse em lugar elegível, outros recusariam integrar as mesmas listas. Enfim, uma "lepra social" de que serei portador....; acontece que disputo eleições desde 1991, sempre em lugares elegíveis. Detesto democracias servis...
Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...
Gosto, pois, do Marco : do café "Jocar" do Senhor Felix, do café Central do Senhor Alberto, do café "Pé de Vento" no Edifício Sonae; no mesmo edifício, do "7 ás 7" do Senhor Camilo;do Estádio e do piso sintético onde jogam as camadas jovens; do clube de patinagem; das salas de cinema, mesmo se vazias; dos taxistas em geral; da Alameda e dos seus cafés; de ver ruas com gente, de ver gente no Modelo, nos "Gémeos Ferreira", de ouvir uma rádio deplorável e de ler um jornal sem linha editorial; sobretudo, gosto do Marco porque é um Concelho pelo qual vale a pena combater pela mudança. E porque escolhi esse combate.
Por isso no Marco continuarei.
Mesmo se sinto um enorme desencanto, mas que, próprio de quem ama algo, se sublima


28
Jun 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar | ver comentários (6)

A versão em papel do Jornal A Verdade traz um comunicado da estrutura do Marco do PCP. Neste comunicado é feita uma análise aos resultados eleitorais do PCP no Marco e no País.

É neste comunicado que leio que o PCP Marco se regozija com o resultado obtido a nível nacional pela coligação em que participa. É neste comunicado que leio, quase de relanço, que o PCP perdeu votos no Marco relativamente às legislativas. E leio também que é com base neste resultado que o PCP ganha alento para o futuro próximo. Leio mas não entendo. Qual será o alento que dá ter menos votos?

Não leio, no entanto, as explicações para o mau resultado eleitoral obtido no Marco, nem o que pensam fazer os actuais responsáveis comunistas do Marco, nem os prestativos responsáveis regionais.

Lembro que o Bloco de Esquerda perdeu mais de 1000 votos no Marco e se não se deslocaram para o PS todo o sentido faria que se deslocassem para o PCP, mas não, o Bloco perdeu votos, o PS também e o PCP não ficou atrás.

Algo vai mal com a esquerda marcoense. Entendo que os marcoenses de esquerda, os partidos de esquerda representados no Marco, deveriam parar para pensar no que não está bem. Mas se calhar não o farão, e continuarão, ao contrário da direita, mais interessados nas suas diferenças do que nas suas semelhanças.


15
Jun 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar | ver comentários (3)

O amigo Abel Ribeiro, companheiro da esquerda que adoptou o Marco como sua Terra, escreveu no seu blogue (esquerdapossivel.blogspot.com) um brilhante texto intitulado "Crónicas do Marco (I)", que transcrevo pela oportunidade do texto:

 

 

Agora, deixem-me ser imaginativo e inventar uma história, infelizmente real:
Era uma vez uma sede de um Concelho, grande mas rural, chamada Terras da Servidão; por facilidade, chamavam-lhe, só, Servidão, tal como a Terras do Bouro, no Minho, chamam, simplesmente, Bouro.
Assim, em Servidão, por razões perdidas na história recente e futura, viviam pessoas marcadas, por aquilo que Prado Coelho dizia, mas há muitas gerações : a vigarice, o clientelismo, o oportunismo, o tráfico de influências. Tudo isto era tão comum, tão habitual, que era considrado quase legítimo, quase indispensável, enfim, quase legal, um sinónimo de sucesso. Terras de Servidão tinha, assim, um estatuto próprio, há muito, a que poderíamos chamar, usando o nome da terra, o "Estatuto de Servidão".
Esse "estatuto" foi, pela sua prática, ainda mais vulgarizado e disseminado por um anterior (e quase eterno) Presidente de Câmara, que especializou quem vivia com esse "Estatuto de servidão" a pensar que, nas Terras de Servidão, não havia lei, a não ser as ordens do Senhor Presidente, neste caso, gestor do tal informal "Estatuto de Servidão".
Sucedeu-lhe um outro Presidente, este mais educado, mais polido mais culto, mas igualmente respeitador do "Estatuto" referido : nenhuma vigarice, mas muito, imenso, clientelismo, oportunismo quanto baste, tráfico de influências suficiente ; ele foi Chefes de Departamento de áreas onde nunca trabalharam, consultores que nunca dão consultas, "girls" arrogantes a quem não se conhece qualquer mérito, nas áreas em que trabalham, mas, sobretudo, uma maquiavélica relação com as instituições locais, que o Presidente criava ou destruía, conforme eram ou não fiéis ao informal "Estatuto de Servidão".

Terras de Servidão aparentemente prosperava, porque o "estatuto" funcionava.

Depois apareceram aqueles que contestam o tal informal "estatuto de Servidão"; cedo os poderes de Terras de Servidão, os isolam e tentam que eles se desmotivem e, de preferência, desapareçam. É que, mesmo os agentes locais ou nacionais, mesmo não concordando com o informal "estatuto de Servidão", conseguem, aravés dos seus representantes, fazer esse trabalho neutralizador.
Terras de Servidão recebe bem, não é xenófoba, mas ai de que desrespeite o tal informal "estatuto de Servidão", visível nas ruas, no jornal e na rádio locais, nas conversas de café, nos diálogos de rua.
Em Terras de Servidão, reina o tal estatuto.
As crianças e jovens cresceram com ele, os idosos garantem a sua eficácia, as instituições edificam-se sobre ele.

Mas como rasgar o tal "estatuto de Servidão" ?
Só tendo a coragem de não o cumprir e de expôr, publicamente, os "criminosos" que, á custa dele, têm vivido, durante gerações.

Mesmo que isso dure tantas outras gerações...

Sabem onde fica Terras de Servidão ? Algures em muitos locais. Mas eu conheço um, onde vivo oficialmente e por afeição (passo lá pouco tempo, precisamente por obra do dito "Estatuto"), onde um afluente encontra um grande rio, numa paisagem que, em tudo, convida á glória e á liberdade, e nunca á servidão: Marco de Canaveses


13
Mai 11
publicado por João Monteiro Lima, às 13:15link do post | comentar

Ao ler a edição do Jornal A Verdade veio-me à memória um poema da autoria de João da Silva (meu Padrinho), em tempos publicado no mesmo Jornal após umas atoardas de um Padre de uma freguesia do Marco. De lá para cá pouco mudou pois o autor de agora é oriundo da mesma freguesia do então Padre e as atoardas são do mesmo calibre.

 

 

A verdade só será verdade

Se é que verdade será

Há quem deturpe n´A Verdade

O que na verdade há

 

Eu tenho uma pessoa amiga

Que enfim, lá vai escrevendo

Mas por mais que ele diga

Confesso que nada entendo

 

Quem escreve n´A Verdade

A verdade deve escrever

Seja Bispo, Cónego ou Padre

A verdade, a bondade e a Liberdade

Cristo escreveu-as p´ra se ler

Mas de facto a verdade

Escrita contra a vontade

Custa muito a escrever


11
Mar 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:25link do post | comentar | ver comentários (9)

No Marco e fora dele, há quem conviva mal com os blogues e respectivos autores. Há quem não perca uma oportunidade para "malhar" nesses "bichos-papões" que tudo escrevem.

E depois há ainda outra espécie a abater que são os que têm medo de dizer a verdade e há também lhes "malhar", os que estão na vida política e não se inibem de falar do que está mal no Marco.

Uma técnica usual nesta terra, foi recentemente adaptada à era da tecnologia e eis que surgem os emails e os comentários anónimos (ou semi-anónimos), onde quem não tem coragem para assumir o que pensa (se é que pensa), aproveita para destilar cobardemente o seu ódio. Desde há muito que o Marco convive com este fenómeno e tarda em evoluir.

Se se fala ou escreve sobre assuntos da vida (política ou cívica) marcoense que desagradam a alguns, eis que "em manada" surgem os tais emails e comentários. Aparecem todos os nomes possíveis e imaginários para tentar passar a mensagem que o "mensageiro-mor" não tem coragem de assumir.

De há algum tempo para cá e por diversos motivos, há quem não faça mais nada (ou pelo menos, parece não fazer outra coisa) do que tentar enviar recados. Ora são as intervenções na Assembleia, recentemente até umas estruturas abandonadas serviram para "escrevinhar", ora é a linha editorial do blogue, tudo serve para dizer mal, mas desenganem-se se pensam que é assim que "levarão a água ao moinho", quando quiserem falar/ escrever sobre o Marco, ou sobre este ou outro blogue, sobre os autores deste ou de outro blogue, ganhem coragem e assumam o que "escrevem" ou então nem percam tempo a "tentar escrever".

Em tempos dei conta num outro texto intitulado "Não nos demoverão" de que não é o caminho, por isso quem não gosta do que por cá se escreve tem bom remédio, não lê. Na altura terminei o post da seguinte forma: "Debateremos e escreveremos sempre sobre o que entendermos, sem aceitar que nos imponham vontades. Podem dizer o que quiserem, não nos demoverão".

 

 


10
Mar 11
publicado por João Monteiro Lima, às 10:45link do post | comentar | ver comentários (4)

Na última Sessão da Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara deu conta da existência de uma instituição sueca que estava a oferecer material ortopédico que já não era usado e que a Câmara poderia estar interessada nessa material. Falou em valores na ordem de € 500.000 para o valor do material que seria oferecido e de cerca de € 13.000 para os custos de transporte do material da Suécia para o Marco.

Na altura, comentei que a diferença entre os custos e os beneficios justificava o "investimento" dos tais € 13.000 no transporte do material. Pensei até que a Câmara, em vez de anunciar esta possibilidade deveria ter anunciado qua a decisão estava tomada e que o material em breve chegaria ao Marco.

Ao desfolhar o boletim municipal de uma Câmara deste País, reparo que o executivo local não só dava conta da oferta dos suecos como publicava fotografias do material a ser descarregado no concelho. Ao ler a notícia, vejo que a Câmara criou uma parceria com instituições do concelho e consegiu que o material viesse e estivesse a começar a ser entregue aos que dele necessitam. Para breve está prevista a chegada de um outro camião com material ortopédico.

Os custos do transporte do material não terão sido o entrave maior, pois a Câmara (que até admito não que não tem os mesmos problemas financeiros que a do Marco, também fruto das gestões municipais dos últimos anos, da CDU e PS) soube resolver o problema através da tal parceria, não tendo necessidade de dispôr de um único cêntimo sequer.

Já me ia esquecendo de referir o nome o munícipio: Sesimbra. Irra que estes tipos de Sesimbra agem rápido e bem, ou não?

Ler mais aqui no boletim municipal


23
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 14:55link do post | comentar

A extracção da última sexta-feira tornou um marcoense um euromilionário. Segundo o Jornal A Verdade, o boletim premiado foi registado no supermercado de Domingos Carvalho, na Estação, Rio de Galinhas.

O apostador, um jovem de 26 anos, habitual cliente do supermercado, utilizou uma chave-fica e ganhou mais de 14 Milhões de euros. Na semana anterior, no mesmo estabelecimento tinha sido registado um boletim com o 2º prémio, tendo o apostador ganho mais de 337 mil euros.

Pode ler a notícia aqui


23
Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar | ver comentários (1)

Era o tema mais falado nos últimos dias no Marco. Ninguém sabia de nada ao acerto, era o diz-que-disse, mas aos poucos se foi sabendo o que terá acontecido. Agora a TVI24 dá a notícia: Donativos destinados aos Bombeiros do Marco terão sido desviados por funcionário dos correios. Ler aqui.

Espera-se por uma rápida resolução do problema de forma a não condicionar o objectivo da campanha, a compra de uma viatura florestal de combate a incêndios para os Bombeiros do Marco.

Mais um azar a bater à porta dos Bombeiros, depois do acidente com uma viatura em Julho numa ida para um incêndio, do qual resultaram 5 feridos ligeiros.


19
Ago 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

A edição do JN de ontem dá conta da existência de uma família de Vila Meã que conta com 13 dos seus elementos no Corpo de Bombeiros Voluntários de Vila Meã. Igual destaque é dado no site www.bombeirosdeportugal.pt sobre os membros desta família da zona de Vila Meã.

Mais de 10% dos Bombeiros de Vila Meã pertencem à mesma família, situação que não sendo inédita será seguramente rara.

Ler mais aqui.


10
Ago 10
publicado por João Monteiro Lima, às 12:55link do post | comentar | ver comentários (4)

Os últimos dias tem sido ricos em notícias sobre o Marco. Infelizmente os motivos que levam a que a imprensa, local, regional e nacional, se debrucem sobre o Marco, são os piores.

Lê-se na edição on-line do DN que foi detido um homem suspeito de atear um incêndio, o JN informa da morte de um jovem da "praia" em Vimieiro na freguesia de Sande, noticiando, tal como o Jornal A Verdade, o acidente ocorrido ontem em Avessadas no qual resultaram 6 feridos.

Mais uma vez a nossa terra é falada por aspectos negativos.

Esperam-se bons motivos para que se fala da nossa Terra.


02
Ago 10
publicado por João Monteiro Lima, às 12:58link do post | comentar

Um dos colunistas que mais aprecio é Manuel António Pina. Diariamente no JN, com textos sobre a actualidade, Manuel António Pina alia a clareza e objectividade, não deixando de ser, por vezes, mordáz nas críticas.

Hoje, aborda as questões "do fim do chumbos" nas escolas e dos "mega-agrupamentos". A não perder, "Nós, os Suecos". Para ler aqui.


13
Jul 10
publicado por João Monteiro Lima, às 19:45link do post | comentar

Mais um jovem marcoenses a "dar cartas" fora da sua terra natal. Desta feita, é Hugo Menezes, filho do ex-vereador José Carlos Menezes Rodrigues e ex-atleta da Secção de Hóquei da Casa do Povo de Vila Boa do Bispo, que recentemente assumiu o comando técnico da equipa principal de hóquei em patins dos Carvalhos, depois de ter orientado a equipas de juniores e séniores do Lavra.

A notícia pode ser lida aqui.

Ao Hugo Menezes, desejo as maiores felicidades neste novo desafio.


24
Abr 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:36link do post | comentar | ver comentários (2)

Leio um texto atribuído a um deputado municipal do PS, que aborda a questão de uma medida do governo que impossibilita a recandidatura de " de autarcas com condenação judicial transitada em julgado" e termina de uma forma "engraçada", dizendo que "o Governo vem dar razão ao PS Marco e legisla nesta matéria tão importante para a moralização, credibilização do poder autárquico".

Alguém acredita que o governo legislou para dar razão ao PS/ Marco? O governo legislou porque tinha que o fazer, e poderia ter ido mais longe em tantas e tantas medidas.

Algures no texto, o actual deputado municipal do PS, lança umas farpas à CDU, afirmando que a CDU não esteve do que entende ser o lado da defesa do prestígio dos autarcas e do poder local.

E por falar em defesa do prestígio dos autarcas, o que dizer dos autarcas que aliciaram em 2001, candidatos da CDU em Várzea de Ovelha, ou em 2009, em Avessadas?

É público que, quando entendeu, o agora deputado municipal do PS e que já havia sido candidato em 3 (três) eleições pela CDU, tendo sido autarca numa freguesia, trilhou o seu caminho e rumou ao PS e que será seguramente a sua casa política, dado que não é difícil perceber que as suas candidaturas pela CDU não passaram de erros. Erros dos que aceitam ser candidatos por côr diferente da sua e erro dos que os aceitaram para tal.

No entanto, o autor não pode, sob pena de faltar à verdade, dizer que a CDU/ Marco (ou o PCP, se quiser), não esteve do lado dos valores da democracia, da liberdade e da defesa do prestígio dos autarcas e do poder local. Até porque se o disser, admitirá que, entanto por lá andou, também não defendeu tais valores.

É bom lembrar que, no Marco, a CDU teve sempre eleitos na Assembleia Municipal que dignificaram o órgão e sempre se bateram por tais valores. Aliás, eu tive oportunidade de participar em iniciativas juntamente com o alegado autor do texto, em iniciativas da Associação Amigos do Marco em defesa da liberdade e contra o regime autoritário que então se vivia no Marco. Iniciativas supra partidárias, onde se viam, unidos pelos mesmos valores, comunistas, socialistas e sociais-democratas e marcoenses sem partido .

Relembro Soledade Coutinho, Isabel Pinto, José M. Vasconcelos, Fernando Ferreira, José Fonsêca, Jorge Baldaia ou Filipe Pinto Baldaia e ainda os candidatos à Câmara João Pinto da Silva ou António Varela, e a forma como sempre encararam as candidaturas e/ou os mandatos que foram atribuídos e a defesa intransigente dos valores da democracia e da liberdade. Valores estes que têm muitos e muitos anos, e que não foram descobertos no ano 2009. Para mim, não há o antes e o depois de 2009, para mim estes valores são eternos.


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