Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
27
Jul 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:15link do post | comentar

O leitor Emanuel Moreira enviou-nos o seguinte texto que se publica:

 

Emanuel Moreira, vice-presidente da LIMFA para o futsal, faz um balanço de três anos de trabalho na implementação do futsal naquela organização.

Depois de na época 2009/2010 ter sido possível organizar um campeonato, taça, super-taça e jogos da selecção da LIMFA em futsal feminino, surgiu um período mais negro fruto do vazio directivo na LIMFA, com surgimento de eleições já tardiamente, o que levou a que as equipas Marcoenses sobreviventes na modalidade de futsal procurassem soluções no concelho vizinho de Penafiel, onde competiram na época 2010/2011.

Para Emanuel Moreira, “existem condições na Nossa Terra para que o futsal vingue no seio da LIMFA, pois só dessa forma é que esta instituição tem futuro, desengane-se quem pensar que o futuro da LIMFA é somente o futebol.” Neste contexto é urgente traçar uma estratégia futura para a modalidade e não esquecer a parte feminina que somente fará abrilhantar muito mais os pavilhões. Por exemplo: é importante que haja gente que se ocupe com o futsal no Concelho, uma maior envolvência por parte da Câmara no que diz respeito  à formação quer de árbitros como de treinadores e demais agentes desportivos. Há pessoas que trabalham para o futebol, desalmadamente, também é necessário que surjam com o mesmo empenho para o futsal. Tem de haver uma estrutura sólida para o futsal. É hoje impossível ignorar que o futsal está num plano invejável, senão vejamos, no desporto escolar é de longe a modalidade mais praticada. As outras modalidades juntas não chegam ao futsal. Há pessoas mais antigas, os velhos do Restelo, que se calhar pensam que isto vai tirar gente ao futebol. Mas esse não é o problema. Existem muitos jovens que não saem de casa e do quarto e ficam agarrados às play stations, ou então saem nas noites de sexta e sábado para deambularem de bar em bar ali bem próximos à Sede de todas as decisões, a Câmara Municipal. É necessário investir em condições para que estes saiam de casa por razões saudáveis, para praticarem futsal, futebol ou outra coisa qualquer! Só que há pessoas que não entendem bem isto, porque o futsal não vem tirar espaço ao futebol. Os miúdos hoje não jogam na rua como em tempos remotos. Nas escolas o que é que temos? Temos pavilhões e/ou ringues, campos de futsal. O desporto escolar é futsal, não é futebol. Depois, é tudo uma questão de saber canalizar para uma modalidade ou outra consoante as apetências de cada um. Isso é com eles, ou com os professores ou os pais, desde que estes não lhes imponham as suas próprias vontades e frustrações por objectivos não alcançados na sua juventude. O ideal é que os pais consigam apoiar os filhos e acreditem de forma incondicional no sucesso destes, criando-lhes um ambiente tranquilo, em que se transmita afecto absoluto, independentemente dos resultados por estes alcançados.

Sendo o Concelho do Marco de Canaveses central e possuindo infra-estruturas, meios matérias e humanos ligados ao futsal, é perfeitamente possível agregar na LIMFA campeonatos de futsal com abertura aos concelhos vizinhos de Amarante, Baião e mesmo Penafiel.

Não esqueçamos que o passado é um dia de desempenho no futuro


18
Jul 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

O nosso leitor António Ferreira enviou-nos o seguinte texto que se transcreve:

 

O que é indisciplina? – O que é o conflito?

(…)

“Há uma assimetria na posição que os professores mais velhos ocupam, relativamente aos mais novos. Há uma assimetria no relacionamento dos membros da Direcção e os restantes elementos da comunidade educativa. A nível de funcionários, sejam eles administrativos ou outros, a situação é similar. A prevenção dos possíveis desentendimentos entre estes actores sociais é de igual modo fundamental. Se a indisciplina dos alunos afecta gravemente o trabalho dos docentes, não é menos verdade que outros atritos nos adultos, menos visíveis, mas bem sentidos por estes, desgastam e provocam tensão e angústia em quem os protagoniza.

É pertinente salientarmos o facto, de muitas vezes surgir na pessoa dos actores sociais, a transposição de inimizades ou antagonismos do exterior para o interior da escola, em situações e contextos variados. Por isso surgem por vezes, situações aparentemente inexplicáveis e causadoras de mal – estar.

(…)

Assim, a Direcção na sua actuação, deve demonstrar um conhecimento profundo, não só dos aspectos organizacionais relativos à burocracia, mas sobretudo, conhecer de forma profunda a liderança que melhor se adequa aos elementos humanos que integra.

As organizações, todas elas e independentemente das suas características, acarretam a existência de conflitos. Há várias visões sobre os mesmos. (…) Para a visão interacionista o conflito é estimulado, com base no facto de um grupo harmonioso e cooperativo, se inclinar a ser estático e não responder às iniciativas de mudança. A contribuição desta visão é incentivar os líderes a manterem um nível mínimo contínuo de conflito.

Os Directores de escolas, à semelhança de outros empresários e líderes, tendem a procurar colaboradores com personalidade semelhante, que tendem a reagir da mesma forma aos problemas que vão surgindo e que têm de resolver. A explicação parece-nos ter a ver, com a visão comum necessária, para assim poder transparecer aos subordinados harmonia e coesão na liderança.

Porque é que em determinadas escolas há um maior número de procedimentos disciplinares do que em outras? Será pelas pessoas que integra? Ou, se um conflito existe ou não, é uma questão de percepção? Porque se ninguém está ciente de um conflito, então é consenso geral que não há nenhum conflito. Talvez as respostas a estas questões, nos possam indicar o motivo porque em várias escolas, quase pode nem haver procedimento disciplinar, contrariamente a outras, em que estes mesmos são constantes.

Neves & Ferreira (2001: 511) definem conflito, como sendo o processo de tomar consciência da divergência existente entre as partes, traduzida em algum grau de oposição ou incompatibilidade entre os objectivos das partes, ou da ameaça de interesses de uma das partes. Pruit & Rubin 1986, cit por Neves & Ferreira (2001), referem o conflito, como sendo uma divergência percebida de interesses ou a crença que as aspirações actuais de uma das partes, não podem ser alcançada em simultâneo.

(…)

Reconhece-se a preocupação respeitante à formação dos docentes, mas há que reconhecer que essa formação tem subalternizado os aspectos relacionais do ensino. Nesse aspecto, pouco ou nada se tem feito e é neste contexto que muitas das vezes, docentes apresentam queixas por escrito à Direcção, respeitantes a colegas, fazendo-o por vezes, de uma forma precipitada e incoerente. Na verdade, vão desencadear um procedimento disciplinar que poderia ter sido desde logo evitado, se tivessem um melhor poder de comunicação e criassem empatia com o outro, de forma a resolver no terreno a situação demonstrando para o efeito, uma melhor compreensão dos factos.

(…)

Perante estas evidências a que Estrela faz alusão, a trave mestra é a competência relacional e esta é susceptível de aquisição e treino. A aquisição de uma atitude científica que leva a interrogar e a problematizar o real e a si próprio enquanto elemento desse real, é a base das competências hoje requeridas a todos os docentes.

A existência de um código deontológico para a manutenção de um bom clima relacional em toda a escola afigura-se-nos também fundamental, assim como o conhecimento da existência de uma ética profissional. Nessa intenção, deve-se incluir uma maior abrangência de actores, envolvendo deste modo todos os funcionários (docentes e não docentes).

(…)

A partir desse conhecimento acerca das normas e correspondente interiorização das mesmas, como forma da sua aceitação, cada um, no cumprimento dos seus deveres evitaria situações de conflito e, os procedimentos disciplinares seriam consequentemente mais facilmente evitáveis. É precisamente por este ponte que se deve começar. É necessário, não só distribuir a cada um, um exemplar do ED e do regulamento interno, como criar condições para um posterior debate e discussão (para esclarecimentos de eventuais dúvidas). Seriam acções a levar a cabo para os docentes, logo no início do ano lectivo.” (Zidane, M.).

Na minha opinião, se a Escola colocar em PRIMEIRO lugar no interesse das crianças, talvez alguns “conflitos” deixem de o ser e alguns protagonistas deixem de “actuar”.

 


03
Mai 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar | ver comentários (2)

O leitor António Ferreira enviou-nos o seguinte texto para publicação. Está relacionado com os CEF´s na sequência da intervenção de um deputado na Assembleia Municipal de Fevereiro passado realizada na freguesia de Alpendurada. Transcreve-se:

 

Os CEF

            No Despacho conjunto n. 453/2004, pode ler-se “… tendo presente o elevado número de jovens em situação de abandono escolar e em transição para a vida activa, nomeadamente dos que entram precocemente no mercado de trabalho com níveis insuficientes de formação escolar e de qualificação profissional, importa garantir a concretização de respostas educativas e formativas, (…) São criados os cursos de educação e formação (…) destinam-se, preferencialmente, a jovens com idade igual ou superior a 15 anos, em risco de abandono escolar ou que já abandonaram antes da conclusão da escolaridade de 12 anos, bem como àqueles que, após conclusão dos 12 anos de escolaridade, não possuindo uma qualificação profissional, pretendam adquiri-la para ingresso no mundo do trabalho. (…) os cursos são desenvolvidos pela rede das escolas públicas, particulares e cooperativas, escolas profissionais e centros de gestão directa e participada do IEFP, ou outras entidades formadoras acreditadas, em articulação com entidades da comunidade, designadamente os órgãos autárquicos, as empresas ou organizações empresariais, outros parceiros sociais e associações de âmbito local ou regional,…”.

            A Lei n.º 85/2009, de 27 de Agosto, “estabelece o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontram em idade escolar” e acrescenta “… consideram -se em idade escolar as crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos.”

            Da acta da reunião da Assembleia Municipal, “… O deputado (…), colocou duas questões. Uma tem a ver com os CEF’s que estão na EB 2/3 do Marco, nomeadamente, se há perspectivas de alguma solução, pois considera que eles estão totalmente desenquadrados, pois há jovens com dezassete e dezoito anos a conviver com miúdos de onze, doze, treze anos, o que lhe parece que não faz grande sentido. (…) O Presidente (…) Respondeu ao senhor Deputado (…) sobre a questão dos cursos CEF. Informou que essa é uma decisão do próprio agrupamento de escolas, principalmente da EB 2/3 do Marco de Canaveses.

            De referir que o primeiro diploma foi assinado por David Justino e esta em vigor desde 2004, desconheço desde quando esta oferta de formação prevista em diploma legal, é disponibilizada nos nossos estabelecimentos de ensino. A pergunta que gostaria de ver respondida; os CEF são um problema do agrupamento, neste caso da “EB 2/3 do Marco” ou serão uma resposta às necessidades dos alunos que frequentam os nossos estabelecimentos de ensino? O que pretende exactamente o nosso representante para os alunos que frequentam a Escola Pública e a frequentar os CEF?

 

 

António Ferreira


31
Mar 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar

O leitor António Ferreira enviou-nos o seguinte texto que se publica dada a sua pertinência. Transcreve-se:

 

A crise em que vivemos não terá um único culpado mas, convenhamos que a rejeição do PEC IV terá dado um significativo contributo. Convêm recordar que inicialmente, como justificação para a rejeição do plano foi dito “… o novo pacote de medidas de austeridade como um “quadro típico de pedido de ajuda externo”. Os mesmos responsáveis acrescentaram que o PEC IV apresentava um conjunto de “novas medidas gravosas e extremamente injustas, …”. Mais tarde, em 28/03/2001, foi afirmado “a razão porque votámos contra esta revisão do PEC, não é porque ele vá longe demais nas medidas que é necessário assegurar para que os objectivos sejam atingidos. É porque ele não vai tão longe quanto devia”.

Na minha opinião os mercados financeiros lêem os jornais e reagem ao que por cá é dito e escrito. Assim, em 24/03/2001, “a Fitch cortou em dois níveis o ‘rating' de Portugal (…) o ‘downgrade' reflecte o aumento do risco de Portugal não conseguir adoptar medidas de consolidação orçamental depois do chumbo do PEC IV, ontem no Parlamento, e da demissão de José Sócrates logo a seguir”.

Uma semana depois é anunciado que, “o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos atingiu hoje um novo máximo nos 8,01%, de acordo com dados da Reuters”. No mesmo dia, a S&P baixou a classificação do Santander Totta, CGD, BCP, BES e BPI e ameaça cortar, outra vez, o ‘rating’ de Portugal.

Hoje foi escrito que “o índice que mede a taxa cobrada pelos investidores para comprar obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 5 anos subiu até aos 9,040%. É o valor mais elevado desde pelo menos 1999, ano da adesão ao euro.”

Pelo meio alguém se atreveu a prever, provavelmente consultando as estrelas, que no dia a seguir ao chumbo do PEC IV, os mercados estabilizariam. Os factos demonstraram o contrário.

Recordo que num passado recente, um governo foi demitido depois de aprovado o OE, também agora, porque o PEC não ia tão longe como devia mas tinha a anuência de Bruxelas, deveria ter sido aprovado (sinal claro para o exterior) e, eventualmente, o governo ser sujeito a moção de censura ou de confiança, para tudo clarificar.

Para terminar, “Os portugueses esfregam os olhos e já têm dificuldades em acreditar em qualquer das diferentes versões da história da Carochinha que lhe contam. Caminhamos para um teatro político onde as palavras estão vazias de sentido. O PS transformou-se num partido com paredes de betão para escutar melhor as palavras de ordem de José Sócrates. No PSD, Pedro Passos Coelho saltita de opinião em opinião como se a política fosse um quadro impressionista. A política portuguesa tornou-se inexplicável”. (Fernando Sobral, A grande debandada, in Negócios Online).

Não se pode falar em esperança, exigem-se medidas concretas que, envolvendo todos, permitam reverter esta situação.

Só com esperança não vamos lá, sozinhos também não!


07
Fev 11
publicado por João Monteiro Lima, às 13:45link do post | comentar | ver comentários (1)

Emanuel Moreira enviou-nos um novo artigo de opinião sobre futsal. Transcreve-se:

 

Corria o mês de Maio do ano de 2010 e Marco de Canaveses via uma das suas mais emblemáticas associações desportivas comemorar as bodas de ouro, 50 anos de história Futebol Clube de Alpendorada!

Qual o espanto de alguns mais desatentos, o meu caso, quando vejo que as comemorações de tão prestigiante data se iniciam pelas 21h00 do dia 15 de Maio. É que nesse mesmo dia e pelas 15h00, encontrava-se em Marco de Canaveses, no pavilhão da EB, 2,3 de Alpendorada a RTP – Rádio Televisão Portuguesa para transmitir em directo, ao vivo e a cores um jogo de futsal a contar para a 1.ª mão dos “play off” do Campeonato Nacional da 1.ª divisão, entre o clube local e o Sporting Clube de Portugal.

Acontece que o clube local era nada mais nada menos que… o Futebol Clube de Alpendorada que ganhou o encontro.

15 dias passados e no pavilhão Paz e Amizade em Loures, casa do futsal do Sporting, teve lugar a 2.ª mão do “play off”, 22 de Maio de 2010, data comemorativa dos 50 anos de existência e mais uma vez a RTP em directo, ao vivo e a cores para todo o mundo em sinal aberto.

Ditou a historia que a 23 de Maio de 2010 tivesse lugar a realização da “negra”, 3.º encontro para decidir quem passava à fase seguinte e mais uma vez a RTP em directo, ao vivo e a cores.

Em momento algum vi qualquer alocução aos 50 anos de história no decurso destes três encontros com transmissão televisiva, que coincidiram com o período das celebrações.

O futsal passava ao lado das comemorações!

Actualmente o futsal continua a passar ao lado da história do Futebol Clube de Alpendorada.

Não foi a esta história que os Alpendoradenses, Marcoenses e Portugueses se habituaram ao longo dos 13 anos de existência da modalidade de futsal na instituição Futebol Clube de Alpendorada.

Está a perder Alpendorada, Marco de Canaveses e a modalidade de futsal em Portugal, país vice Campeão Europeu e detentor do clube Campeão Europeu em título, Sport Lisboa e Benfica!

Folhear as páginas dos jornais e ler, “Alpendorada massacrado”, Alpendorada humilhado”, “Alpendorada goleado”, “Alpendorada já soma 159 golos sofridos”, a mim não me deixa indiferente.

Há a lamentar o sofrimento dos jovens que se viram arrastados para esta página negra da história desportiva concelhia.

Infelizmente, estará em curso um FCM II?

 

Emanuel Moreira


24
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar

O leitor Paulo Ricardo Teixeira enviou-nos mais um texto da sua autoria, no qual aborda os valores da abstenção. Transcreve-se:

 

 

No passado final de tarde do dia 23 de Janeiro de 2011, estive presente na contagem dos votos na minha freguesia como delegado à assembleia de voto da Secção de votação número um da Junta de Freguesia de Tuías, representando uma das candidaturas. Após a contagem (realizada com o dinamismo e profissionalismo desejados) deparei-me com uma situação de quarenta e pouco por cento de abstenção naquela mesa. Posto isto fui saber o resultado de outras (duas) secções, uma delas seria aquela onde vota a maior parte da juventude da freguesia. O que acontece? Apanhei um enorme susto, pois a taxa de abstenção foi superior a 60% ( a mais elevada de todas as secções de voto da freguesia). A juventude não votou em massa na minha freguesia. Situação esta que se deve ter multiplicado por outras freguesias do país e da nossa cidade.

O direito ao voto que cada um de nós detém, foi alcançando através de muita luta e esforço. Marcas que ficaram em cicatriz na alma dos muitos homens que tiveram o sublime altruísmo de querer dar a nós e, a todos aqueles que ainda nem sequer cá estão, o poder, a liberdade e a honra de poder escolher.

Por isso venho por aqui apelar àquelas que dizem ser as juventudes partidárias da nossa cidade que façam um pouco mais no que toca a este assunto. Nos últimos dias – estes que já seriam dias de campanha presidencial - tenho assistido a guerras entre duas juventudes partidárias. Uma por um lado fez um peditório para supostamente “ajudar” a fortalecer os cofres cujo seu partido –actual governo – ajuda a emagrecer. Do outro lado vejo uma juventude partidária na pessoa do seu presidente oferecer uma máquina de calcular a quem fez o peditório. Muito show-off, muito show-off e, passado uns dias temos cerca de 52% de abstenção.

Com tudo isto pergunto-me a mim e a todos vós do seguinte: Não poderiam estas juventudes partidárias ter saído ao terreno com a preocupação de gastar toda a sua energia num apelo ao voto e guardar os peditórios e as ofertas demagógicas para outra altura?

 

Cordialmente,

 

Paulo Ricardo Teixeira


15
Jan 11
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O jovem marcoense Paulo Ricardo Teixeira enviou-nos um texto da sua autoria sobre a eleições presidenciais e a taxa de abstenção. Este jovem lança o apelo à participação de todos, independentemente da escolha de cada um.

Agradecemos ao Paulo Ricardo Teixeira a sua participação.

 

As eleições presidenciais estão aí à porta e, há algo que enquanto português atento me assusta monstruosamente. A taxa de abstenção. Esta que nas últimas  eleições presidenciais foi extremamente elevada. Já para não falar que terá sido superior à média europeia.

Por isso apelo – na medida do possível – a todos os portugueses, desde os mais novos aos mais velhos, que usem da vossa força, porque juntos somos muitos mais. É sempre mais fácil estar no café da esquina a criticar este ou aquele político enquanto aprazivelmente desfrutamos de uma bebida fresca ou de um belo petisco. É para muitos cidadãos perfeitamente desnecessário ter que sair de casa para votar em políticos nos quais não acredita, num sistema no qual não acredita ou por outra razão qualquer, achando que o seu voto é apenas mais um e, não fará qualquer diferença. Um voto, é algo único, é uma manifestação daquilo em que acreditamos ou não. Um voto é uma expressão daquilo que desejamos. Deixamos na cruz ou num boletim em branco  um pedaço de nós. No nosso voto fica aquilo que queremos para nós e para os nossos.

Gostava também de poder deixar claro, para os caçadores de ilusões (muito activos por estas bandas) que não  existe neste texto qualquer  tipo de publicidade a algum candidato (por norma estes caçadores conseguem encontrar milagrosamente coisas onde elas não existem ao invés de se preocuparem em encontrar as que de facto existem e, com essas se preocuparem). Há sim um pedido a todos os cidadãos para que usufruam do prazer da sua liberdade. Votando.

 

 

Paulo Ricardo Teixeira


05
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar | ver comentários (8)

O leitor Emanuel Moreira, um marcoense atento e preocupado com as questões do desporto, enviou-nos um texto sobre os subsídios e os destinados que lhes são dados pelos clubes. Transcreve-se na integra:

 

"Qual o fim dos subsídios atribuídos?"

 

Ter ouvido, numa entrevista, aos microfones da Rádio Marcoense 93.3fm e publicada no site http://marcodesporto.com/, um dirigente de um clube deste Concelho admitir que “…o clube Marcoense aguarda pelo pagamento de uma tranche do subsídio da Câmara Municipal, para regularizar ordenados em atraso…”, leva-me a voltar abordar um assunto para o qual já escrevi anteriormente.

AFINAL OS SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS ÀS ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS SÃO PARA QUE FINS?

 A Constituição da República Portuguesa, na Lei Constitucional refere “Todos têm direito à cultura física e ao desporto”…“Incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas e as associações e colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência no desporto”. Desta forma, estes dois pontos deverão ser encarados como as linhas mais gerais que devem ser seguidas pelas autarquias, entidade mais local, no âmbito de um correcto desenvolvimento desportivo.

Ainda na Constituição encontramos o título VII que diz “Compete à assembleia da autarquia local o exercício dos poderes atribuídos pela lei, incluindo aprovar as opções do plano e o orçamento” demonstrando aqui a importância da autonomia das autarquias no desenvolvimento adequado de plano de desenvolvimento.

No que diz respeito ao Sistema Desportivo o principal instrumento legislativo é a Lei de Bases do Sistema Desportivo. Nesta pode ler-se “A presente lei estabelece o quadro geral do sistema desportivo e tem por objectivo promover e orientar a generalização da actividade desportiva, como factor cultural indispensável na formação plena da pessoa humana e no desenvolvimento da sociedade.”…“O sistema desportivo, no quadro dos princípios constitucionais, fomenta a prática desportiva para todos, quer na vertente de recreação, quer na de rendimento, em colaboração prioritária com as escolas, atendendo ao seu elevado conteúdo formativo, e ainda em conjugação com as associações, as colectividades desportivas e autarquias locais”.

Pesquisado o Plano Desportivo Municipal vigente na “Nossa Terra”, constata-se

Objectivos gerais

• Formar um gabinete de desporto dinâmico e multifacetado, com um espaço próprio e junto às suas infra-estruturas de trabalho;

• Criar o Conselho Municipal do Desporto; (JÁ NÃO É OBJECTIVO)

• Definir uma verdadeira politica desportiva para o concelho, elaborando uma carta municipal desportiva, para criar um instrumento de informação que permita definir um plano de desenvolvimento. (JÁ NÃO É OBJECTIVO)

Áreas de Intervenção Após o levantamento da realidade do Concelho de Marco de Canaveses, no que diz respeito ao Desporto, apresentamos algumas linhas orientadoras para o desenvolvimento do Desporto dentro do Concelho. A intervenção que propomos pressupõe a adopção de estratégias de política desportiva que vão de encontro com factores de desenvolvimento desportivo para o Concelho de Marco de Canaveses. Assim, definimos os seguintes pressupostos gerais de intervenção, que serão a base de toda a planificação:

1. Organização e dinamização do Gabinete de Desporto;

2. Generalização do acesso à pratica Desportiva;

3. Criação de um plano de conservação e reestruturação das infra-estruturas;

4. Cooperação com a sociedade civil;

5. Melhoria da qualidade das actividades desportivas;

4. Cooperação com a sociedade civil

No sistema Desportivo, além da intervenção significativa da administração pública (central e local), operam clubes, colectividades e, nos últimos anos, a própria iniciativa privada. É da conjugação, articulação e harmonia de todos estes intervenientes que será possível atingir níveis superiores de desenvolvimento desportivo local.

Linhas orientadoras:

 • Criação de uma politica de subsídios, com base em princípios, critérios e posterior avaliação do desempenho. (PRINCIPIOS E CRITÉRIOS QUE NÃO SÃO DO CONHECIMENTO DA GENERALIDADE DOS MARCOENSES)

AFINAL OS SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS SÃO CANALIZADOS PARA PAGAMENTOS DE ORDENADOS, QUANDO O SEU PRINCIPAL FIM DEVERIA SER PROMOVER, ESTIMULAR, ORIENTAR E APOIAR A PRÁTICA E A DIFUSÃO DA CULTURA FÍSICA E DO DESPORTO, BEM COMO PREVENIR A VIOLÊNCIA NO DESPORTO.


13
Dez 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

A leitora Angelina Fernandes enviou-nos um texto da sua autoria recentemente publicado no jornal do Agrupamento de Escolas de Marco de Canaveses, "Virar da Página" sobre o tema "Mobbing".

Agradeço à leitora o texto enviado que apenas não foi publicado mais cedo por causa de um problema com o email.

 

MOBBING

 

Leymann, anos 80, foi dos primeiros autores a usar o termo “ mobbing” e em vários estudos realizados encontrou muitos casos em que “as vítimas de Mobbing eram consideradas pessoas difíceis, que num estudo mais aprofundado se revelaram pessoas sem qualquer fraqueza de carácter e sim, “ tinham sido vítimas da estrutura de trabalho e do comportamento de colegas e superiores hierárquicos que as tinha marcado e isolado (Serra, 2003)

O autor, faz a distinção entre mobbing – aplicado em adultos em contexto laboral (preferencialmente violência psicológica) e bullying - aplicado a crianças e adolescentes em contexto escolar (preferencialmente violência física).

 

Assim, define mobbing como “fenómeno no qual uma pessoa ou grupo de pessoas exerce violência psicológica extrema, de forma sistemática e recorrente, e durante um tempo prolongado – por mais de seis meses e que os ataques se repitam, numa frequência média, de duas vezes na semana – sobre outra pessoa no local de trabalho, com a finalidade de destruir as redes de comunicação da vítima/vitimas, destruir a sua reputação, perturbar a execução do seu trabalho e conseguir finalmente que essa pessoa ou pessoas abandone o local de trabalho”.

 

Na Suécia, na década de 1980,a prevalência era de 3,5%, A OIT, em 1998, estimou a prevalência em 5%.e no Brasil, em 2004, num gasoduto, foi encontrada uma prevalência anual de 7%. Segundo Di Martino (2002), a prevalecia varia de 1% a mais de 50 % dependendo do método utilizado, da ocupação ou sector e do país de ocorrência.

 

O Mobbing pode ser; ascendente, em que uma pessoa que pertence ao nível hierárquico da organização e se vê agredida por um ou vários subordinados; horizontal, quando um trabalhador se vê assediado por um companheiro com o mesmo nível hierárquico e descendente, o mais habitual, trata-se de um comportamento no qual a pessoa que detém o poder, através de depreciação, falsas acusações, insultos e ofensas, mina a esfera psicológica do trabalhador assediado para se destacar à frente dos subordinados, para manter a sua posição hierárquica.

 

Para Leyman (1990) o Mobbing desenvolve-se em quatro fases: fase do conflito, quando conflitos interpessoais não resolvidos começam a estigmatizar-se, produz-se um ponto de inflexão nas relações, iniciando-se uma escalada de confrontos; fase de Mobbing ou de estigmatização, o assediador usa estratégias de humilhação da vítima, cujo objectivo é ridicularizar e isolar socialmente a vitima (mobbing propriamente dito). A vítima não acredita no que está a acontecer, pode negar as evidências através de passividade ou evitamento do fenómeno. Esta fase tem a duração de 1 a 3 anos, e estigmatiza a vítima com o consentimento e inclusive com a colaboração activa do meio; fase de intervenção na empresa, em que a direcção da empresa toma conhecimento do conflito e fase de marginalização ou exclusão da vida laboral, que encerra com a vitima abandonando o emprego, muito provavelmente depois de haver passado por vários e prolongados períodos de licença.

 

Como medida de prevenção espera-se da organização do trabalho; o estabelecimento de planos preventivos, informação e formação e implementação de Protocolos de Acção, a criação de uma cultura organizacional que minimize e evite o mobbing, a implementação de estilos de gestão de conflitos e de liderança participativos, que dote as potenciais vitimas de instrumentos de comunicação formal do problema na organização, entre outras

 

Segundo Piñuel y Zabala e Cantero (2003), o mobbing no trabalho supõe a mais grave ameaça à saúde dos trabalhadores a ser enfrentada neste século. Além de graves sequelas que podem levar a outros problemas relacionados à saúde ocupacional, o mobbing tem afectado significativamente a saúde mental e física da população activa e, também, a saúde organizacional (Guimarães & Rimoli, 2006).

 

 


11
Dez 10
publicado por João Monteiro Lima, às 12:05link do post | comentar | ver comentários (2)

O leitor Emanuel Moreira remeteu-nos um texto sobr o futsal feminino marcoense e um link para o seu blogue onde tem um vídeo sobre aquela modalidade. Transcre-se o texto e o link

 

FUTSAL FEMININO EM MARCO DE CANAVESES

 

Um dia, Marco de Canaveses acordou e viveu um campeonato de futsal feminino, uma taça e uma super taça!

No dia seguinte, Marco de Canaveses acordou para a realidade.

As equipas Marcoenses para competir tiveram de se deslocar para concelhos vizinhos!

Ainda bem que este dia ficou registado em video!

Ei-lo aqui no blog http://emmoreira.blogspot.com/


10
Dez 10
publicado por João Monteiro Lima, às 13:45link do post | comentar | ver comentários (17)

Do leitor Paulo Ricardo Teixeira recebemos o texto que transcrevemos na integra intitulado Carta aos jovens marconeses, aproveitando para agradecer ao leitor o texto que enviou e as palavras simpáticas sobre o Marco2009 bem como lamentar o facto de só hoje nos ser possível a publicação do texto.

Paulo Ricardo, obrigado e votos de um bom natal para si e para os seus.

 

 
 
Carta aos jovens marcoenses

Caros Jovens Marcoenses,

 

Tal como a velha canção escrita por Carlos Tê,  e interpretada por Rui Veloso nos diz, por vezes é difícil ter que encarar o futuro com borbulhas no rosto. É exactamente acerca desse futuro que quero falar um pouco.

Comecemos com uma simples pergunta que dirijo a todos vocês: Marco de Canaveses é ou não uma cidade com futuro? Pois veremos. Numa primeira análise, se quisermos procurar onde está a juventude, certamente a encontrámos nas escolas ou no largo Sacadura Cabral numa noite de Sábado. Encontraremos também no hóquei em patins, no futsal, no futebol, na natação e em escassas outras situações.

A idade que atravessa todo o tempo de juventude, é uma idade marcada pela irreverência, pela energia de quem chega, pela revolta, pela constante procura de um mundo melhor, que nos mantém a nós jovens, originais. É toda esta originalidade de um jovem que marca muitas vezes o progresso de uma cidade, o seu futuro.  Foi graças a jovens que nunca desistiram, nunca se conformaram e sempre lutaram até à exaustão, que se progrediu, e mostrou aos mais antigos, que progresso não é pecado, é querer viver melhor.

Vejo em Marco de Canaveses, uma juventude acostumada, parada, que se limita em grande percentagem a estimular a economia dos bares marcoenses. ou das operadoras de internet.

Ide mais longe: Produzam, reivindiquem, gritem, lutem, estejam atentos.  O Marco tem futuro? Tem, mas depende da tua irreverência e da tua energia. Aplica-as, não as guardes no armário.

 

Cordialmente,

Paulo Ricardo Teixeira


26
Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar

O leitor Emanuel Moreira enviou-nos o seguinte texto para publicação. Transcreve-se:

 

Filho e atleta, a influência!

 

O ser humano é um ser sociável, vivendo em sociedade, sendo passível de sofrer influências que vão afectá-lo de várias maneiras, a vários níveis e nas mais variadas situações.

A interacção de uma criança na sociedade sofre primeiramente influência dos pais, depois da escola, do professor e de outros grupos como por exemplo uma equipa desportiva.

Os pais têm um papel fundamental para o bem-estar dos filhos, mesmo na prática de actividade desportiva. No entanto, apenas mediante o tipo de apoio que vai receber por parte dos pais, é que o jovem atleta vai conseguir o prazer de praticar a sua modalidade desportiva preferida.

Vários estudos identificaram pais que se dedicam a apoiar com solidariedade o crescimento desportivo dos filhos, outros que nunca estão presentes e ainda outros que só perturbam com condutas totalmente desequilibradas.

Avaliar o desempenho desportivo dos filhos tendo apenas em consideração os resultados imediatos, leva à criação de climas de ansiedade manifestados por comportamentos violentos e uma carência cada vez maior de comportamentos desportivos traduzidos no “fair-play”.

Aqueles pais que da bancada exigem determinadas pontuações e atitudes por parte dos filhos, proporcionam que nas crianças se desenvolva um cidadão ansioso que compete não para seu próprio benefício, mas para agradar aos pais.

Os outros pais que dão palpites sobre problemas tácticos com que os filhos se deparem, têm como consequência a criação de indecisão na cabeça do atleta/filho, pois essas tácticas são na grande maioria das vezes muito diferentes das do treinador. Estes pais esquecem-se que em campo estão crianças em crescimento, maturando-se gradualmente, ainda sem condições e estrutura suficientes para poderem responder com precisão emocional e física.

Outros ainda, identificam-se com os filhos, perdendo as suas próprias características, valorizando-se a si próprio em função dos resultados que os filhos conseguem obter, exercendo deste modo uma enorme pressão sobre estes, prejudicando a criança, o atleta e a modalidade que este se propõe praticar.

A constante pressão e a crítica permanente, favorecem o aparecimento de personalidades inseguras com desenvolvimento emocional não preparado para fazer face às dificuldades do dia-a-dia.

A grande exigência dos pais decorre na maioria das vezes do seu mau desempenho e/ou falta de oportunidades enquanto crianças e jovens.

É necessário que as expectativas dos pais em relação ao sucesso ou insucesso dos filhos sejam adequadas às capacidades reais destes e ao trabalho pelos mesmos, realizado.

Os pais devem evitar julgamentos negativos e estimular, em si próprios, a capacidade de reconhecer os bons desempenhos dos filhos no contexto desportivo em que os mesmos estão inseridos.

A exigência que os pais exercem sobre o desempenho dos filhos e a energia dispendida nesta “batalha”, deveria ser por estes canalizada para a orgânica que as Associações Desportivas colocam à disposição das crianças e da modalidade. Um pai que paga para que o seu filho frequente determinada modalidade numa qualquer Associação Desportiva, deve “fiscalizar” a correcta aplicação do dinheiro por si dispendido para que o seu filho cresça desportivamente. Nomeadamente inteirar-se das condições de treino, existência de materiais desportivos em número suficiente e em bom estado de conservação, pessoas qualificadas…afinal, o seu dinheiro deve ser aplicado no melhoramento das condições de trabalho do escalão em que o seu filho está inserido e jamais desviado para sustentar ordenados de escalões seniores, vícios. Sempre que verifique anormalidades, deve ser exigente para com os responsáveis da Associação e denunciar as mesmas nas Assembleias-Gerais desta, para que os sócios tenham conhecimento das mesmas.

O ideal é que os pais consigam apoiar os filhos e acreditem de forma incondicional no sucesso destes, criando-lhes um ambiente tranquilo, em que se transmita afecto absoluto, independentemente dos resultados por estes alcançados.


10
Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar

O leitor Emanuel Moreira volta a dar-nos a sua opinião sobre o futsal marcoense:

 

“uma bandeira Municipal” que pesa demasiado para muita gente.

É com amargura profunda que assisto ao triste espectáculo que a instituição Futebol Clube de Alpendorada me presenteia enquanto Marcoense e amante da modalidade de futsal.

É visitar diversos orgõas de comunicação social da especialidade e vê-se o desnorte, a descrença por melhores dias e nem mesmo as telas com “Junta de Freguesia de Alpendorada apoia o desporto” coladas a este mesmo triste espectáculo, parecem despertar os interesses das instituições, seus dirigentes e poderes locais…

 

http://www.futsalportugal.com/index.php?page=noticias&news_id=8251

 

http://www.futsalglobal.com/news.php?extend.6333

 

http://marcodesporto.com/modalidades.html


05
Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:25link do post | comentar

De um leitor do Marco2009 e amigo desde sempre, recebi o seguinte texto que publico, mantendo no anonimato o autor, a pedido do próprio.

Agradeço as palavras que me endereça, que sei serem sinceras. Fica a garantia que irei tentar resolver este problema, ou pelo menos, contribuir para resolver.

 

Um Marco diferente?!

 

Meu Caro João Lima,

 

Reconhecendo-lhe, sem qualquer tipo de hipocrisia ou tentativa de sabujice balofa, um enorme potencial na forma como se empenha nas suas causas públicas, venho através deste meio requerer a sua intervenção em algo que no Marco de Canaveses contraria todos os princípios da lei e desde logo o direito ao descanso dos cidadãos, que diariamente tem que enfrentar o trabalho para sobreviver…

Suplico-lhe a sua intervenção junto de “quem de direito”, uma vez que a autoridade, leia-se GNR, não parece ligar absolutamente nenhum ao que se passa na cidade, que não seja o cumprimento vigoroso da lei da multa, imposto por quem comanda, e de “olhar” pela saúde dos nossos condutores, chegando ao cúmulo de aplicar uma coima pelo simples facto, do fecho de uma das portas não estar a funcionar na mais perfeita das suas funcionalidades, enfim… coisas para dissecar numa outra ocasião, pois o que mais preocupa nesta altura, e julgo que posso falar por uma grande maioria silenciosa de marcuenses, que vá lá saber-se porquê, ainda hoje continuam a dormir o pesado sono de 23 de Abril de 1974.

Os responsáveis pela empresa de lixos no Marco de Canaveses, ainda não perceberam que existe uma lei do silêncio que vigora entre as 22 horas e as 8 horas, e que durante esse período o silêncio é de ouro para quem tem de enfrentar as tarefas do dia-a-dia. Pois bem – Numa altura em que os especialistas defendem uma boa noite de sono para uma vida mais saudável, não é que alguém decidiu “oferecer” um “brinquedinho”, em forma de aspirador, que ao acelerar provoca um barulho que nos penetra bem fundo nos tímpanos… às 6 horas da madrugada… isso mesmo, 6 horas da madrugada!!!

E, agora pergunto, será castigo? É uma forma de tortura para ver se nos enviam a todos para um outro concelho?

É inadmissível!!!!

Não se vê isto em mais nenhuma outra cidade deste País, e ainda por cima num acto que se repete todos os dias. Tenho muito respeito por quem trabalha, porque também eu trabalho todos os dias, e, mesmo até em dias de fim-de-semana, mas isto já cheira a tortura de quem eventualmente se sente obrigado a vir trabalhar de madrugada, entende que se está acordado, também os outros tem que ser acordados, mais não seja por pura solidariedade…

E termino com uma pergunta: Porque não fazer limpeza com aspiração e varredora, todos os dias (como acontece comigo), entre 15 a 20 minutos, às 6 horas da manhã, junto dos responsáveis pela empresa de lixos?????

Vá lá, “porra”, acabem com isso, limpem em horas decentes!

 

Obrigado pela atenção que me possam dispensar,

 

Um cidadão com os impostos em dia, incluindo o imposto sobre o lixo!


14
Out 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

O leitor Emanuel Moreira endereçou-nos um texto a dar conta da participação de várias equipas de futsal feminino marcoenses num campeonato organizado em ... Penafiel.

 

"Associações desportivas Marcoenses recorreram ao concelho vizinho de Penafiel para manterem activas algumas das actividades desportivas iniciadas recentemente.


Fruto do vazio directivo vivido na LIMFA e consequentemente da inexistência de campeonato de futsal feminino no Marco de Canaveses, as Associações Desportivas Marcoenses: Futebol Clube Aliviada, Futebol Clube Légua, Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses – secção desportiva e Centro Desportivo de Favões, este pelo segundo ano consecutivo, integram o campeonato de futsal feminino de Penafiel organizado pela Federação de Futebol Amador do Concelho de Penafiel – FFACP"


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