Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
31
Mar 09
publicado por José Carlos Pereira, às 20:30link do post | comentar | ver comentários (7)

O líder do grupo centrista na Assembleia Municipal, Pedro Costa e Silva, responde ao meu post sobre o paradoxo do CDS-PP. Para ler aqui


30
Mar 09
publicado por José Carlos Pereira, às 20:05link do post | comentar | ver comentários (2)

O último número do jornal "A Verdade" publica um artigo de opinião do líder do grupo do CDS-PP na Assembleia Municipal, Pedro Costa e Silva, com o seu balanço do mandato. As conclusões do autarca centrista esbarram, a meu ver, num paradoxo. Diz por exemplo que se opôs à opção do executivo relativa à retenção do IRS dos cidadãos marcoenses e que uma governação do CDS-PP teria apostado mais no material, nas infra-estruturas, reconhecendo as debilidades sentidas neste âmbito.

Ora, se a Câmara opta por não prescindir das verbas do IRS e se sente dificuldades em investir tanto como gostaria, isso deve-se sobretudo ao estado depauperado em que o CDS-PP deixou as finanças da autarquia. A ruptura financeira veio manietar a acção do executivo, deste como dos próximos, se foram cumpridores da Lei. É por isso que tenho sempre vincado a responsabilidade de quem conduziu as finanças da Câmara Municipal a este ponto, provocando consequências para toda uma geração. Pedro Costa e Silva toca no ponto: há tanta infra-estrutura básica por realizar e mesmo assim a Câmara tem um endividamento recorde.

Uma última curiosidade: Pedro Costa e Silva fala em nome do CDS-PP, mas de qual CDS-PP? Do de Lindorfo Costa e Monteiro da Rocha, com Ferreira Torres? Ou do de  Cláudio Ferreira e Armindo Loureiro, com Norberto Soares?

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10
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 18:30link do post | comentar | ver comentários (1)

Numa altura em que o Tribunal Arbitral se prepara para decidir sobre o diferendo entre a Câmara Municipal e a concessionária Águas do Marco, SA, convém recuperar a memória das posições tomadas pelos intervenientes políticos de então.

Quando a Assembleia Municipal foi chamada a deliberar, em 1 de Outubro de 2004, sobre o “Contrato de concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água para consumo público e de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do concelho do Marco de Canaveses”, a proposta do executivo, defendida nessa sessão por Norberto Soares e Lindorfo Costa, foi aprovada por 30 votos a favor, 19 votos contra e 7 abstenções.

Os deputados eleitos pelo PSD, entre os quais me incluía, apresentaram esta declaração de voto contra a proposta da Câmara, na qual denunciavam factos graves, que mereciam uma investigação aprofundada e deviam ser levados agora em conta pelo Tribunal Arbitral.

A CDU, através de Filipe Baldaia, manifestou-se também contra a concessão. O PS, pela voz de Luís Almeida, que então liderava a bancada do partido, apresentou também uma declaração de voto contrária à proposta da Câmara. Refira-se que os vereadores do PS, Nuno Lameiras e Artur Melo e Castro, tinham optado pela abstenção na votação do executivo.


09
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 12:55link do post | comentar | ver comentários (12)

Gorete Babo, presidente da Junta de Freguesia de Sobretâmega (PSD) e assessora da Câmara Municipal, escreveu-nos para prestar os seus esclarecimentos, uma vez que se sentiu visada por um comentário do leitor Paulo Santos, quadro da mesma Câmara e presidente da concelhia do CDS:

 

"Confesso que, apesar de exercer cargos políticos, não ligo nada ao que se passa na blogosfera, prefiro o “cara a cara”. No entanto, quando sou informada de determinados comentários, vou espreitar! Qual não foi o meu espanto quando a Presidente da Junta de Freguesia de Sobretâmega foi visada com um comentário do Presidente da Concelhia do CDS PP, que, é funcionário da Câmara Municipal do Marco de Canaveses. Segundo reza a história, o Sr. Presidente da Concelhia do CDS PP entrou para a Câmara Municipal com determinada categoria e foi destacado para um dispendioso cargo político…

Quanto não terá custado ao município?

Confesso que, como sou da área de Humanidades, não tenho grande apetência para contas, como tal, não entendo as que foram feitas, mas… e desde miúda que ouço:

“Só fala quem tem que se lhe diga!” 

Informo que fui convidada para assessorar o Pelouro do Turismo porque tenho um curso superior de turismo e não porque sou a Presidente da Junta de Freguesia de Sobretâmega. Será que algumas pessoas podem dizer o mesmo?!

Gorete Babo, a Presidente da Junta de Freguesia de Sobretâmega, eleita por Sufrágio Universal Directo."


08
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 12:00link do post | comentar

Paulo Santos respondeu-nos para reafirmar as suas posições. De novo, há a destacar a acusação de que não foi ele, Paulo Santos, a abrir as hostilidades. Quanto ao mais, ficámos esclarecidos. Manuel Moreira tem que se cuidar.

 

"Caro José Carlos Pereira
Reitero mais uma vez que blogs como este são sempre vantajosos, pois numa amalgama de ideias surgem sempre avanços. Reitero também a minha lealdade e isenção perante a Autarquia, enquanto instituição que representa e gere a vida dos municípes marcoenses. Nas funções que lá exerço, uso sempre esses princípios, para além do empenho e vontade que, certamente, alguns dos meus colegas me reconhecerão. A minha consciência está tranquila. No entanto, a lealdade e isenção extingue-se quando passo a usar a figura de Presidente da Concelhia do CDS, pois, muito acima de mim, ou das minhas funções autárquicas, estão os interesses do Município e não posso nem devo ficar “quedo e mudo” quando vejo que as coisas não correm “tranquilamente”. O segredo em separar o funcionário autárquico do Presidente da Concelhia do CDS e cidadão do Marco de Canaveses, está em saber ser vertical, manter a mesma posição, independentemente das pressões que possam surgir, não misturando nunca os conhecimentos que tenho do funcionamento interno da Autarquia enquanto funcionário, com as críticas que posso fazer ao Presidente da Câmara enquanto Presidente da Concelhia do CDS. O contrário, por parte do Presidente da Câmara, é que já não poderei garantir. A título de exemplo, na abertura de uma reunião de trabalho entre o Executivo e a Informática, o Presidente começou por salientar que iria falar pouco pois estava na mesma mesa de quem afirma que ele “fala muito e pouco faz”, numa alusão clara a uma crítica que lhe fiz numa entrevista ao JN sobre o PIDDAC 2009, acabando por misturar o Técnico de Informática com o Presidente da Concelhia. Não fui eu quem abriu as hostilidades… Aliás, nem considero as críticas que faço como hostis ou “violentas” como adjectivou na sua resposta. Manuel Moreira afirmou-se arauto da Democracia no Marco. A Democracia exige saber ouvir as críticas, aceitá-las e respeitar as diferentes opiniões.
Pareceu-me também que quando afirma que estiquei a corda e “fica por saber como é que a maioria PSD reagirá”, está a tentar, como o povo diz, “meter lenha na fogueira”. Mas como diz Rui Veloso, numa das suas músicas, esta não tem mais lenha por onde arder! A minha oposição às políticas governativas do Presidente da Câmara antecedem a minha eleição como Presidente da Concelhia do CDS e são conhecidas desde que, ao fim de seis meses de governação, o Executivo perdeu o “estado do graça” com que começou o mandato. Reconheço que é delicado exercer actividade política quando se é funcionário de uma autarquia. Estou certo que seria mais fácil se fosse da mesma cor política que o Executivo. Mas até nem se trata de cores políticas, mas de maneiras de ver as coisas, de priorizar assuntos e de métodos governativos.
Certamente que partilhará da minha opinião, quando digo que todos os cidadãos devem participar activamente na vida da sua comunidade, defendendo os seus ideais e os interesses dos concidadãos. Creio que será “quase inconstitucional” que, um funcionário duma autarquia, que não exerça cargos directivos, fique restringido dos seus direitos como cidadão. Aliás, a maior demonstração que o Presidente da Câmara poderá dar da Democracia, é aceitar as críticas, venham elas de onde vierem, desde que educadamente formuladas! Se assim não for… cá estaremos! Verticais!
Com os meus cumprimentos,
Paulo Santos
Presidente da Concelhia do CDS-PP do Marco de Canaveses
"


publicado por José Carlos Pereira, às 01:30link do post | comentar | ver comentários (2)

Mais logo, poderá ler aqui a reacção de Paulo Santos, quadro da autarquia e presidente da concelhia do CDS/Marco, às observações que adiantei na sequência da sua primeira resposta.


07
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 02:00link do post | comentar | ver comentários (1)

O presidente do CDS/Marco, Paulo Santos, que não conheço pessoalmente, teve palavras simpáticas sobre o Marco 2009, muito embora se afirme desiludido com o que escrevi e não compreenda o alcance das minhas interrogações.

Não escondo que, quando referi o exemplo singular de sectores estratégicos como a informática e a gestão de informação estarem nas mãos de responsáveis da oposição, estava a pensar em Paulo Santos e num ex-deputado municipal do CDS. Mas confesso que nunca pensei que as divergências fossem assumidas de forma tão clara e assertiva.

Paulo Santos diz-se isento e leal face à autarquia, mas não se inibe de criticar com violência a acção do presidente da Câmara. Refere mesmo que já manifestou directamente aos seus colegas e a Manuel Moreira as suas divergências com a gestão do executivo. Acusa Moreira de "dividir" os funcionários para "reinar", de catalogar alguns como "funcionários do Avelino" e de "cativar" funcionários com promoções e reclassificações. Critica abertamente assessorias contratadas pelo executivo e admite que futuros candidatos às Juntas serão aliciados com contrapartidas. Não me parece que isto seja um exemplo de isenção e lealdade com a entidade patronal, no caso o poder políitico que gere a autarquia. E já não falo na sua avaliação de que Moreira não está "talhado" para a presidência ou que, por ser tão mau, Moreira acaba por trabalhar para a oposição que está dentro da Câmara!

É muito delicado exercer actividade política quando se é funcionário de uma autarquia. De facto, não basta proclamar a isenção e a lealdade. É preciso evidenciá-la no exercício das funções e na prática diária. Formular opinião sobre a gestão do executivo junto do Presidente e dos colegas excede os deveres que se exigem a um funcionário, por mais qualificado que ele seja. Paulo Santos esticou a corda e fica por saber como é que a maioria PSD reagirá.

Uma coisa é certa: uma reacção destas seria impossível durante a governação de Ferreira Torres. E também não será provável em qualquer autarquia do país. Donde se conclui que Manuel Moreira, com a sua mudança tranquila, não agradou nem a gregos nem a troianos, a começar dentro do edifício da Câmara Municipal.


publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 01:26link do post | comentar | ver comentários (2)

Quando leio o texto abaixo, de Paulo Santos, que, além de ser funcionário do município, é o líder do CDS-PP do Marco, fico indeciso entre aplaudir o político corajoso, ou fustigar o funcionário que se excede. Ou entre aplaudir o funcionário corajoso, ou fustigar o político que se excede. Enquanto penso numa e noutra coisa, há um dado que, desde já, me parece claro: a «mudança tranquila», essa "ideologia tó-tó" inventada por Manuel Moreira para ficar de bem com Deus e com o diabo e, assim, assegurar a vidinha, não podia dar bom resultado.

 


06
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 23:55link do post | comentar

Paulo Santos, quadro da Câmara e presidente da concelhia do CDS/Marco, comentou o post anterior. Sem meias palavras.

 

"Antes de mais, queria felicitá-lo pelo seu Blog, o qual sigo sempre que posso, pois , acima de tudo, é mais um a contribuir para o desenvolvimento da Sociedade, porque da discussão, nascem ideias e são estas que fazem avançar a Humanidade.
Mas, hoje fiquei desiludido com a pergunta com que termina a sua intervenção. Quando refere “sectores estratégicos como a informática e a gestão de informação estão nas mãos de responsáveis de partidos da oposição”, refere-se, claramente, à minha pessoa. De facto, sou Técnico de Informática na Autarquia e Presidente da Concelhia do CDS-PP do Marco de Canaveses. Não sou responsável do Sector. No entanto, nunca, em tempo algum da minha, para já, curta aventura política, misturei a profissão que desempenho com lealdade à Autarquia, com as críticas que faço, regularmente, à actuação do actual Executivo Municipal. Aliás, infelizmente, nem era preciso estar no Sector da Informática, ou até ser funcionário da Câmara, para perceber que Manuel Moreira não foi talhado para Presidente da Câmara do Marco de Canaveses. Antes de ser funcionário da Câmara, sou, como o Sr. Presidente costuma dizer "Cidadão do Marco de Canaveses" e, nessa qualidade, mas também como militante do CDS, assiste-me o direito de discordar aberta e frontalmente, como faço, da gestão do Executivo. Já o fiz directamente com o Presidente da Câmara, faço-o quando entendo com os meus colegas, amigos ou em conversa de ocasião, se tal tema é abordado. Não percebo porque está curioso com “o preço que Moreira e o PSD vão pagar”. Aliás, se o Presidente não usasse da velha táctica “dividir para reinar”, e não entendesse os funcionários como “funcionários do Avelino”, certamente que teria destes muito mais apoio. Tem, no entanto, a isenção e a lealdade (em assuntos de trabalho) que o nosso vínculo à Autarquia nos impõe. Exemplo claro da relação entre funcionários e Presidente, foi a promoção de alguns e reclassificação de outros ao fim de 3 anos de mandato, numa clara tentativa de “cativar”. Mas, depois, em reunião geral, acenou com um cheque de 15 mil euros (que é quanto custam mensalmente à Autarquia estas promoções)! Esquece no entanto que a assessoria “oferecida” à actual Presidente da Junta de Freguesia de Sobre Tâmega custará aos cofres da Câmara mais de 100 mil euros… Vamos lá saber quanto custarão outros candidatos às Juntas de Freguesia nas próximas eleições? Por estas e por outras não será de nos preocuparmos com as posições de responsabilidade ocupadas pela oposição dentro da Câmara. Nem precisamos fazer muito. Basta estarmos quietos que o Sr. Presidente Manuel Moreira faz o trabalho por nós!
Com os meus cumprimentos,
Paulo Santos

Presidente da Concelhia do CDS-PP do Marco de Canaveses"
 


04
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 13:00link do post | comentar

Deixei aqui uma pergunta que continua sem resposta, passadas que estão 48 horas. Como se trata de uma matéria relevante para avaliar o posiconamento de partidos e agentes políticos, designadamente do CDS, face à anunciada candidatura independente de Avelino Ferreira Torres repito novamente a questão: o Ricardo Carvalho Correia presidente da Juventude Popular/Marco é o mesmo Ricardo Carvalho Correia que outorgou, com Avelino Ferreira Torres e Fernando Ferreira Torres, esta escritura de constituição do movimento "Marco Confiante"?


02
Fev 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:00link do post | comentar | ver comentários (4)

Já aqui falei sobre os enigmas do CDS/Marco e sobre as dúvidas quanto à sua presença nas próximas eleições. Sabe-se agora de fonte insuspeita que continua a ser vontade do presidente da distrital, Álvaro Castello-Branco, apresentar listas próprias nas autárquicas. Assim o exigem, segundo o seu entendimento, a história do partido em Marco de Canaveses e os resultados obtidos nas últimas eleições. Essa é também a posição transmitida por António Lobo Xavier, uma personalidade com grande influência no partido e actual presidente da Assembleia Municipal de Penafiel pela coligação PSD/CDS.

Como será deslindado este imbróglio com os dirigentes concelhios do CDS é uma incógnita, tanto mais que é sabido que a direcção local é composta por pessoas muito próximas de Avelino Ferreira Torres. E, à semelhança do que aconteceu em Amarante, Ferreira Torres avança como independente mas tratará de garantir que o CDS não lhe atrapalha o caminho. O comentário do presidente da JP/Marco, Ricardo Correia, publicado mais abaixo, vem reforçar esta tese.

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publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 03:49link do post | comentar | ver comentários (1)

Em comentário abaixo, Ricardo Correia, que se identifica como presidente da Concelhia da Juventude Popular do Marco, sai também em defesa de Lindorfo Costa:

 

Provavelmente, deveria estar calado mas, sobre este tema não poderei manter o meu silêncio. Apenas posso dizer maravilhas sobre o Dr. Lindorfo Costa, e acho que a Ana fez muito bem em defender o pai. Força Dr. Costa pois estamos consigo. Deixo aqui um forte abraço ao Dr. Lindorfo e a toda a sua familia.

 

Que dizer-lhe? Que, obviamente, deve defender o que pensa. Maravilhas ou não. Desde que - como é o caso - o faça de forma cordata. Tal como tenho vindo a dizer, a cidade também se faz escrevendo. Mesmo que seja para dizer bem de quem foi protagonista de projectos que não eram tão liberais no que se refere à liberdade dos outros.

De qualquer modo, há aqui um pormenor interessante: é sabido que o CDS-PP distrital e nacional não apoiam a candidatura de Ferreira Torres/Lindorfo Costa e que porfiam em encontrar uma candidatura própria. Mas, pelos vistos, a JP do Marco já sabe quem vai apoiar. Uma clarificação interessante.


19
Jan 09
publicado por José Carlos Pereira, às 13:00link do post | comentar

O congresso do CDS do passado fim-de-semana confirmou Paulo Portas e esqueceu-se dos dirigentes de Marco de Canaveses, ainda um dos principais esteios autárquicos do partido. O facto de nenhum marcoense ter sido eleito para os órgãos nacionais do CDS quererá dizer que Portas não quer recordar-se de Avelino Ferreira Torres (ainda será militante do CDS?) nem sequer dos seus seguidores.

Assim, os únicos marcoenses eleitos como dirigentes nacionais dos seus partidos continuam a ser Cristina Vieira, membro da Comissão Nacional do PS, e Luís Vales, membro do Conselho Nacional do PSD e recém-eleito vice-presidente da JSD. Ambos, contudo, ainda têm de provar a nível autárquico o elevado estatuto que detêm no aparelho dos seus partidos. Aliás, depois dos últimos desenvolvimentos internos no PS/Marco, será curioso verificar o empenhamento da concelhia local na renovação do mandato de Cristina Vieira no próximo congresso do PS.

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15
Jan 09
publicado por José Carlos Pereira, às 21:00link do post | comentar | ver comentários (2)

O JN reafirma a notícia divulgada ontem também aqui de que Avelino Ferreira Torres levará consigo, como número dois da sua candidatura pelo movimento Marco Confiante, o antigo vice-presidente da Câmara Lindorfo Costa. Nada de surpreendente.

Ferreira Torres, recorde-se, que foi condenado em primeira instância, no longínquo dia 11 de Junho de 2004, pelos crimes de peculato e peculato de uso, praticados no exercício das suas funções autárquicas, sendo sentenciado a uma pena de três anos de prisão, suspensa durante quatro anos, a setenta dias de multa à taxa diária de setenta e cinco euros e à perda de mandato, como pena acessória. Como a aplicação da justiça é o que se sabe, esta condenação, de recurso em recurso, não transitou em julgado e corre o risco de vir a prescrever.

AFT voltou ao banco dos réus há menos de um ano, encontrando-se a ser julgado por seis crimes – um de corrupção, um de extorsão, três de abuso de poder e um de peculato de uso – igualmente praticados enquanto presidente da Câmara de Marco de Canaveses.

Já Lindorfo Costa, actual presidente da Mesa da Assembleia concelhia do CDS-PP, foi condenado em primeira instância, em 18 de Abril de 2008, a quinze meses de prisão com pena suspensa, pelo crime continuado de abuso de poder, praticado enquanto vereador.

Marco confiante? A perspectiva de regresso de Avelino Ferreira Torres e Lindorfo Costa à Câmara Municipal, cujo desgoverno na autarquia se pagará durante muitos e longos anos, faz-nos antes pensar num Marco condenado.


publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

As grandes fragilidades que atravessam hoje os partidos políticos, designadamente as hordas de militantes arrebanhados por simples interesse aritmético, o pagamento de quotas pelas “elites” dirigentes e a permeabilidade a interesses dúbios, fazem-se sentir sobretudo nos partidos com vocação de poder. Essa realidade, em maior ou menor grau, também é conhecida em Marco de Canaveses. 

Retirando da análise o PCP, que tem uma forma de organização muito própria, todos vamos sabendo do que se passa no interior do PSD e do PS locais, sobretudo devido às divergências internas e às lutas pelo poder dentro das respectivas estruturas. Confesso, no entanto, que sinto há muito uma certa curiosidade sobre a vida interna e a militância do CDS-PP/Marco. E falo deste partido porque liderou os destinos da autarquia durante mais de vinte anos e o Marco chegou a ser a sua principal bandeira autárquica. Avelino Ferreira Torres (AFT) foi dirigente nacional e até “senador”, mas a verdade é que não foram muitos os militantes marcoenses a chegar a lugares de destaque, o que seria natural face à importância autárquica do concelho para esse partido.

Fernando Nazário liderou a estrutura concelhia durante largos anos e, nos últimos tempos, Lindorfo Costa foi o delegado concelhio. Actualmente, é Paulo Santos, técnico informático da autarquia, o líder concelhio do CDS-PP. Todos, naturalmente, com o beneplácito e a aprovação de Avelino Ferreira Torres.

Contudo, o CDS-PP/Marco, mais do que uma verdadeira estrutura partidária, foi o grupo reunido em volta de AFT e da Câmara Municipal. Conhecem-se os resultados de alguma eleição interna? Houve notícia de disputas eleitorais? Os candidatos e delegados aos congressos eram votados ou designados por AFT? Quantos militantes, com quotas pagas por si próprios, teve e tem o CDS-PP no Marco? Quantos militantes votaram efectivamente na última eleição? Quem pagou e paga os custos com as sedes do partido?

As respostas a este mistério que, a meu ver, recai sobre a vida do CDS-PP/Marco podem ajudar a encontrar a resposta sobre o que fará o partido nas próximas eleições. Álvaro Castelo-Branco, presidente da distrital, tem dito que o CDS-PP tem uma história a defender e que se apresentará no Marco com listas próprias. Castelo-Branco sabe do que fala?


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