Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
16
Jun 09
publicado por José Carlos Pereira, às 20:15link do post | comentar | ver comentários (15)

As eleições ontem realizadas no Agrupamento Vertical de Escolas de Marco de Canaveses conduziram a um empate, a dez votos, entre os dois professores concorrentes, António Ribeiro e Alberto Tavares. A nova eleição está já marcada para a próxima quinta-feira.

Depois da anulação do primeiro acto eleitoral pela DREN, o que ainda surpreende alguns professores, constata-se que os votos se vão transferindo de campo, ao sabor da corrente e das supostas influências. Um professor atento e ex-autarca garante que os votos da Câmara Municipal terão sido determinantes para este desfecho de ontem. Espera-se, contudo, que as entidades representadas no Conselho Geral Transitório se preocupem sobretudo em conhecer verdadeiramente a(s) escola(s), os seus problemas e as suas prioridades. Foi esse o sentido da legislação que conduziu a estes processos eleitorais.

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09
Jun 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:35link do post | comentar

A professora Helena Alves, habitual comentadora deste espaço, foi candidata ao lugar de director do Agrupamento Vertical de Escolas de Marco de Canaveses. O processo eleitoral vai ser repetido, mas Helena Alves não volta a candidatar-se. Enviou-nos a carta que endereçou ao Conselho Geral Transitório da escola, com conhecimento à DREN e à Ministra da Educação. Para ler aqui.

Recorde-se que Helena Alves foi dirigente do PS local e é apoiante da candidatura independente de Norberto Soares.


publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar | ver comentários (8)

Virgílio Costa, professor e também coordenador do grupo municipal do PS na Assembleia Municipal, escreveu-nos sobre a anunciada repetição da eleição, no próximo dia 15, no Agrupamento Vertical de Escolas de Marco de Canaveses: 

 

"O Marco no seu melhor

 

No passado dia 21 de Maio, conforme o vosso blog noticiou, procedeu-se às eleições para o Agrupamento Vertical de Escolas do Marco de Canaveses (antiga eb 2,3 do Marco de Canaveses) tendo vencido as eleições o prof. Alberto Tavares.
Agora veio a DREN dizer que os resultados não podem ser homologados por infracção no acto eleitoral no que concede ao artº 23 do dec-lei 75/2008 e ao nº 3 do artº 21 do mesmo dec-lei.
Agoro pergunta-se como vai o Conselho Geral Transitório e os representantes da Câmara  (Presidente e os dois Vereadores) sair deste imbróglio.
Será que uma eleição desta importância não pedia que todos os intervenientes  fossem conhecedores da lei?

 

Virgílio Costa
Marco de Canaveses
"


17
Mai 09
publicado por José Carlos Pereira, às 23:55link do post | comentar | ver comentários (4)

O leitor Luís Soares escreveu-nos sobre as recentes eleições na Escola Secundária de Alpendorada, com uma reflexão sobre a importância da política na dinâmica escolar:

 

"Já aqui vi neste blog ser comentado a politização das escolas e falarem mesmo da troca de votos nas escolas por apoios nas listas ás autárquicas.
Na passada sexta feira decorreram as eleições para director da Escola Secundária de Alpendorada, pelo que consegui apurar, os apoios políticos não tiveram muito sucesso.
O Dr. Rui Brandão destacado membro do PS local e actual presidente foi derrotado na segunda volta por 13 votos contra 8.
A Dr. Filomena Barbosa candidata apoiada pela câmara perdeu na primeira volta com tendo obtido apenas 3 votos.
Venceu a  D. Ana Paula Dias, ao que me dizem pessoa nada ligada a movimentos políticos e que contou com o esmagador apoio dos professores.
Se nos lembrarmos que a câmara possui 3 votos no conselho geral não deixa de ser irónico. De facto a politica já não é o que era, nos dias de hoje já é possível os comuns cidadãos mostrarem o seu valor sem apoio dos políticos
."

 


10
Mai 09
publicado por José Carlos Pereira, às 01:05link do post | comentar | ver comentários (8)

Temos discutido muito por aqui sobre as nossas escolas e as disputas pelas suas lideranças. Confesso que fico surpreendido com as lutas pelo poder, que envolvem, ao que parece, contrapartidas em lugares públicos (de eleição). Se isso é verdade, é lamentável.

No meu tempo de estudante no Marco fui tudo o que podia ser: presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária, membro do Conselho Pedagógico, representante dos alunos junto do Conselho Directivo e do Conselho Municipal, um órgão entretanto extinto, director do jornal da escola. Vivi esse período intensamente e sempre defendi uma maior abertura da escola à sociedade civil.

Contudo, a abertura que defendi não era a pensar em aproveitamentos políticos. Disso a escola não precisa. Vejo, pelo que diz António Santana, que a sociedade civil é representada no Conselho Geral da Escola Secundária, para além da Câmara Municipal, pela AE Marco, pela Associação das Colectividades e pelo Centro de Saúde. A primeira aplaudo, mas as outras duas, francamente, não descortino a razão de ser. Preferia ver aí representadas empresas e instituições ligadas ao meio profissional e social, de modo a constituírem "antenas" de ligação ao mundo laboral. Muito menos admito que haja interesses políticos a sobreporem-se à dinâmica da própria escola. Tal corresponde a levar para o meio estudantil os piores defeitos que a sociedade tem para dar aos mais novos. O que é preciso para acabar com isso?

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08
Mai 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 01:16link do post | comentar | ver comentários (5)

Enquanto os candidatos autárquicos vão travando a sua luta, nota-se alguma agitação em relação à liderança das escolas do concelho. E tem uma coisa a ver com a outra. A componente política do colégio eleitoral para escolher os directores das escolas e os seus adjuntos está a condicionar opções. E, mais do que isso, pode estar a servir de moeda de troca para algumas candidaturas às freguesias. Tuías e Avessadas serão duas delas. Uma mão lava a outra.

 

(O Conselho Geral, que faz as escolhas, é formado por sete docentes, dois representantes do pessoal auxiliar, seis encarregados de educação - na secundária, três deles são substituídos por alunos -, três representantes da Câmara e três elementos da sociedade civil com algum prestígio).

 


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