Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Jan 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 22:06link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Há dias, JCP perguntava, entre outras coisas, qual o papel de Rui Cunha no próximo quadro autárquico. Ex-líder da Concelhia do PSD, nº 2 da lista à Assembleia Municipal em 2005 e líder da bancada parlamentar laranja naquele órgão, RC não terá digerido bem a derrota, nas eleições internas que levaram ao poder os irmãos Cruz. Mais do que não ter digerido a derrota, Cunha não terá reagido bem ao facto de não ter tido a ajuda por parte de destacadas figuras do PSD local e da autarquia. E não parece muito tentado a conviver pacificamente com os irmãos Cruz. Essa foi, pelo menos, a ideia com que fiquei na última vez em que falámos, já lá vão uns meses. Não espantaria, por isso, que Rui Cunha fizesse uma pausa na sua actividade política.

Há quem me garanta, contudo, que Alberto Araújo (também referido por JCP) já não é o fundamentalista anti-Cruz que foi em tempos. E acha natural que, como dirigentes concelhios, venham a integrar listas autárquicas. Regista-se. Mas sublinha-se que em 2001 também eram os irmãos Cruz os líderes do PSD local e Araújo colocava como condição para apoiar a minha candidatura que os irmãos não integrassem as listas. Fiz-lhe a vontade. O resultado foi que fiquei sem uns e sem os outros, numa que foi uma das atitudes mais inexplicáveis que vivi até hoje.

Vejo, por isso, que os princípios são, muitas vezes, de geometria variável. Depende do que dá jeito...


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