Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
29
Jun 12
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar | ver comentários (8)

No decorrer da Sessão de ontem da Assembleia, levantei a situação das distinções honoríficas, nomeadamente o facto de as mesmas apenas terem sido dadas a conhecer no início da Sessão, os critérios para as atribuições bem como a responsabilidade pela escolha dos distinguidos.

O Presidente da Câmara referiu que apenas ontem tinham sido aprovados os nomes em reunião de Câmara pelo que só ontem os deu a conhecer à Assembleia e no meio da resposta acabou por referir que, como se esse fosse argumento, os distinguidos abrangiam todas as sensibilidades políticas, tendo ainda sugerido que (eu) lhe indicasse mais nomes de pessoas a distinguir.

Quero crer que, a afirmação de que os distinguidos abrangiam todas as sensibilidades políticas, mais não foi que um lapso do Presidente da Câmara, por dois motivos. A saber e por esta ordem, primeiro, não podem nem devem, sob pena de estarmos a banalizar e a dar um cunho político, as distinções serem atribuídas tentando agradar ás diversas sensibilidades políticas existentes no Marco – não se deve olhar à cor política dos distinguidos, mas sim ao mérito que os mesmos têm, pois mais do que saber se são próximos deste ou daquele lado, importa destacar o que fizeram pela nossa terra -, segundo, tal afirmação não é verdadeira (ou então, o Presidente da Câmara não reconhece o PCP e a CDU como uma “sensibilidade política”), pois entre os 62 distinguidos não está um (um só que seja e nem tem que estar apenas porque é desta área) que seja desta “sensibilidade”.

Não entrando na discussão dos nomes que serão distinguidos no dia 21 de Julho, e já que serão agraciados dois médicos, importa lembrar que, por exemplo, Hildeberto Valdoleiros, ilustre médico com uma vida dedicada a esta Terra, não foi até à presente data merecedor de qualquer distinção.

Ainda na área da saúde, lembro-me de Serafim Fernandes, Capitolina Coimbra, Maria Alice Massa Babo e outros que por motivos óbvios não refiro, que dedicaram dezenas de anos ao Marco e às suas gentes e que são também credores da nossa admiração.Numa outra área, na música, lembro-me dos Maestros António Pinto Loureiro e José Duarte Loureiro, que durante as suas vidas, ensinaram tantos marcoenses e que projectaram o Marco muito para além das fronteiras do nosso concelho que deveriam também já ter sido agraciados.

Não sei se estas sugestões chegarão esta via ao Presidente da Câmara, mas se não chegarem oportunamente as transmitirei.


17
Jul 11
publicado por João Monteiro Lima, às 01:05link do post | comentar | ver comentários (6)

Pela primeira vez assisti à cerimónia de entrega de distinções honoríficas que a Câmara realiza durante as Festas do Marco. Tive conhecimento de algumas das personalidades e instituições que seriam distinguidas pelo município e como tal decidi ir, devido, não só às responsabilidades assumidas numa instituição da nossa Terra, mas também pela amizade e estima que tenho por alguns dos, ontem, distinguidos.

Quando cheguei ao local apercebi-me que iria ter uma agradável surpresa, e eis que ouço que o município do Marco de Canaveses tinha decidido distinguir, a título póstumo, João Belmiro Pinto da Silva, investigador e historiador marcoense, com inúmeros trabalhos realizados, muitos deles sobre o Marco. Não será preciso escrever muito para se perceber o que o João significa para mim, pelo que poderá haver quem entenda como suspeita qualquer opinião sobre esta distinção, mas isso não preocupa por "aí além".

Em tempos, António Machado, então deputado municipal, defendeu no órgão deliberativo do concelho, a atribuição de uma medalha ao João Belmiro pelo seu contributo na área do estudo do Marco. Mesmo parecendo suspeito, dada minha relação com o João Belmiro, achei a proposta acertada e a distinção justa. Também aqui no Marco2009, José Carlos Pereira, defendeu neste post igual atribuição ao João Belmiro. Pouco mais de 5 anos após o seu desaparecimento, a Câmara atribuição ao João Belmiro uma distinção pelo seu meritório trabalho no campo da história, que tanto o apaixonou. Foi emocionado que vi o José João, filho mais velho do João, a receber uma justa medalha que seguramente o encheu de orgulho, tal como aos irmãos. Eu gostei que o João tivesse sido distinguido.

Ainda os Bombeiros do Marco, bombeiros individualmente e as duas equipas de manobras, foram agraciados pelo município, bem como alguns marcoenses e instituições do Marco, da região e do País. Recordo-me ainda da Queirocar, da Sãozinha do Hospital, do Ricardo Faria, do Prof Marques de Santo Isidoro, do Álvaro Baldaia, do Joaquim Soares, do Talho Faria, do Dino Gomes (de Gouveia) e tantos outros.

 


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