Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
09
Jun 09
publicado por José Carlos Pereira, às 01:10link do post | comentar

Ainda no rescaldo das eleições europeias do passado Domingo, deixo para reflexão algumas notas sobre a performance comparada dos principais partidos em Marco de Canaveses:

1. O PSD, com 39,5%, obtém o quarto melhor resultado percentual no distrito do Porto (apenas atrás dos bastiões de Póvoa de Varzim, Paredes e Paços de Ferreira) ;

2. O PS (29,23%) regista o sexto pior resultado no distrito (Baião liderou com 42,14% e, entre os municípios limítrofes, Amarante atingiu 34,7% e Penafiel chegou aos 31,9%);

3. O CDS-PP (10,62%) alcança o segundo melhor resultado (só ultrapassado pelos 13,04% da Póvoa de Varzim);

4. O BE (6,62%) cresce mas regista a terceira pior marca do distrito (Baião e Paços de Ferreira foram ainda menos "bloquistas");

5. A coligação PCP-PEV (5,52%) obtém igualmente no concelho o terceiro pior registo a nível distrital (pior mesmo só os nossos vizinhos de Baião e Amarante).

 


06
Jun 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:10link do post | comentar

Em dia de reflexão eleitoral, vale a pena recordar aqui os resultados das eleições de 2004 para o Parlamento Europeu, em Marco de Canaveses, no que diz respeito aos principais partidos:

 

PS - 6.103 votos (48,8%)

 

PSD/CDS-PP - 4.783 votos (38,3%)

 

PCP/PEV - 374 votos (3%)

 

BE - 267 votos (2,1%)

 

O número de votantes foi de apenas 12.504, correspondendo a 31,2% dos eleitores. O PS e a coligação PSD/CDS-PP ficaram acima da percentagem de votos nacional, enquanto PCP-PEV e BE registavam resultados inferiores à média nacional.

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05
Jun 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:30link do post | comentar | ver comentários (5)

Decorrem no próximo Domingo as eleições para o Parlamento Europeu, tradicionalmente o acto eleitoral menos participado em Portugal e em muitos outros países. Por cá, assistimos a uma campanha pobre, pouco dedicada aos assuntos europeus e muito atreita às questiúnculas partidárias. PS e PSD lutam pela vitória, CDU e BE buscam o terceiro lugar e o CDS-PP faz mais um exercício de sobrevivência política.

No PS, Vital Moreira revelou-se um "peixe fora de água", pouco à vontade nas lides eleitorais. As duplas candidaturas de Elisa Ferreira e Ana Gomes também não foram um contributo positivo para a imagem da candidatura socialista. No PSD, Rangel compensou a "apagada e vil tristeza" de Manuela Ferreira Leite. Ilda Figueiredo e Miguel Portas tentaram captar o voto de protesto contra...o Governo português. Nuno Melo tentou equilibrar-se entre um certo cepticismo europeu e a necessidade de fazer sobreviver o CDS, a pensar já em voos futuros.

Passando por cima da espuma da campanha em Portugal, não tenho razões para mudar o meu voto - será convictamente socialista e europeu. Voto no PS a pensar na construção de uma Europa unida, forte, solidária, atenta aos países mais pequenos e com voz activa entre os principais players internacionais. A Europa que resulta do Tratado de Lisboa representa um avanço no que diz respeito à eficácia das instituições europeias e à responsabilização política do processo de decisão.

Numa altura em que os principais países europeus são governados à direita - o Reino Unido também vai nesse sentido - é importante que a representação socialista no Parlamento Europeu saia reforçada, de modo a acentuar os equilíbrios e a zelar pela Europa social de que nos devemos (ainda) orgulhar. É bem verdade que a Europa é sobretudo liderada pelos governos nacionais, que ditam as grandes linhas estratégicas, mas é positivo que o Parlamento, eleito directamente pelos cidadãos dos 27 países da União Europeia, reforce os seus poderes de fiscalização, a começar pelo processo de nomeação da Comissão Europeia.

O meu voto no PS é também um apelo a uma maior participação dos cidadãos nas questões europeias, a uma maior transparência no processo de decisão política, a uma maior preocupação com as questões ambientais, a uma maior aposta no desenvolvimento integrado de todo o espaço europeu.

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23
Mai 09
publicado por João Monteiro Lima, às 13:25link do post | comentar | ver comentários (1)

Realizaram-se, na última quinta-feira, as reuniões para a escolha dos membros das assembleias de voto para as eleições europeias.

A avaliar pelos representantes partidários nas reuniões, é possível concluir que no Marco apenas dois partidos estão interessados nas eleições.

Tanto quanto sei os únicos mandatários concelhios que indicaram representantes para as reuniões terão sido Filipe Baldaia (CDU) e Artur Melo e Castro (PS). Os partidos da ala direita com representação no Marco, quer CDS quer o PSD não terão indicado ninguém para os representar, pelo menos nas freguesias que tenho conhecimento.

Percorrendo o concelho do Marco, apenas se vê propaganda da candidatura de Ilda Figueiredo e candidatura de Vital Moreira, parecendo que nem Paulo Rangel, nem Nuno Melo, nem Miguel Portas são candidatos.

Com uma data muito pouco interessante (o fim-de-semana anterior à semana de 2 feriados em Junho) e com a ajuda (por inacção) das estruturas partidárias da direita, no Marco a abstenção poderá ser elevada.

Para quem espera que as eleições europeias possam ser uma espécie de “sondagem” para as restantes eleições, desenganem-se. Serão, como sempre, eleições diferentes, desde a postura das estruturas partidárias à participação dos eleitores.


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