Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
19
Dez 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar | ver comentários (2)

Um dos pontos da ordem de trabalhos da reunião da Assembleia Municipal a realizar no próximo Sábado, é a tomada de conhecimento do pedido de suspensão temporária do mandato do líder do grupo municipal do PS, João Valdoleiros.

O médico solicitou a suspensão do mandato por um período de 7 meses, pelo que o seu regresso à Assembleia só acontecerá na sessão de Setembro do próximo ano.

João Valdoleiros foi eleito em 2009 nas listas do PS e nestes mais de 3 anos foi uma das vozes mais incomodas para o poder no município, pautando o seu mandato pela acutilância das suas intervenções e apesar de ter sido por diversas vezes visado (ele e a sua família), João Valdoleiros não perdeu nunca educação e a frontalidade que lhe é reconhecida.

De entre os eleitos socialistas, João Valdoleiros e Cristina Vieira foram as vozes que mais se destacaram nestes 3 anos deste mandato.

Apesar de algumas (raras, é certo) divergências de circunstância, a relação que mantive com o líder do grupo municipal do PS foi sempre excelente, sendo certo que não foi pela nossa parte que não foi (ou não é) possível construir uma alternativa de esquerda no Marco. Muitas foram as vezes em que estivemos de acordo na Assembleia e onde reiterámos as opiniões um do outro.

João Valdoleiros foge ao estilo habitual do político-tipo e por esse motivo se pode dizer que a faz falta na política. Durante o período da vigência da suspensão do mandato de João Valdoleiros, a oposição ao executivo está diminuída, desejando-se obviamente um rápido regresso do médico às lides políticas.

Também na próxima sessão deverá ser conhecido o novo líder do grupo municipal do PS


26
Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:05link do post | comentar | ver comentários (6)

O PS/Marco decidiu apontar as suas baterias, de forma inopinada, contra Gil Mendes, novo vice-presidente do PSD local, durante a última Assembleia Municipal. Diz o PS que políticos como Gil Mendes não fazem falta. Em causa estavam supostas declarações na última campanha eleitoral. Declarações que, afinal, Mendes não proferira e que justificaram posteriores desculpas do líder do grupo socialista na Assembleia, João Valdoleiros.

Ora, se nem sempre as posições de Gil Mendes são consensuais, a verdade é que o seu percurso íntegro, de combatente corajoso pela liberdade e pela democracia em Marco de Canaveses dá-lhe um enorme crédito perante a maioria dos marcoenses.

Gil Mendes foi um estóico autarca na freguesia de Ariz, dirigente sindical e associativo, um dos principais impulsionadores da Associação dos Amigos do Marco e director-adjunto do "Notícias do Marco", um periódico que teve um papel fulcral na luta contra a maioria de Ferreira Torres. O facto de agora se tornar dirigente do PSD é uma garantia de que esse partido não mais será permeável às investidas dos sectores próximos de Ferreira Torres. O que é bom para todos os marcoenses, independentemente do seu credo político.

Por tudo isto, a opção do PS de erigir Gil Mendes em alvo dos seus ataques é incompreensível, à luz dos meus olhos e de muitos e muitos marcoenses. Um verdadeiro tiro no pé dos dirigentes socialistas.


24
Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:19link do post | comentar

Meio ano depois das eleições autárquicas, o deputado municipal João Valdoleiros trouxe o munícipe Gil Mendes, novo vice-presidente do PSD/Marco, e o presidente António Coutinho para a discussão do diz-que-disse na derradeira campanha eleitoral. E a Assembleia Municipal só agora começa a madrugada...


23
Mai 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 20:32link do post | comentar | ver comentários (5)

Em post em baixo, onde se dá conta da candidatura do médico João Valdoleiros à Assembleia Municipal, pelo PS, a professora e militante socialista Maria Helena Alves comenta nos seguintes termos:

 

Este é o Dr João Valdoleiros que se reformou mas não teve pejo em vir trabalhar(acumulando reforma e com outros dividendos), pago por pessoas com muitas dificuldades conómicas e que que com o conluio da Junta de Freguesia lhe pagou mais um ordenado para atender os utentes em 5 minutos (se fossem ao consultório privado, a consulta era mais mais duradoira e mais simpática, mais cara também)? Socialistas destes temos muitos. Volte para o Porto com a sua choruda reforma, esta despensado.

 

 

 

 

Hoje, João Valdoleiros responde a Maria Helena Alves:

 

Minha cara Sra. Prof.(Dra.) Maria Helena Alves li e reli a sua preocupada intervenção sobre a minha pessoa e a minha condição de pensionista.Para seu total e definitivo esclarecimento.dir-lhe-ei que me candidatei ao justo benefício da reforma ao fim de 39 anos e 3 meses de trabalho(precisaria apenas de 36 anos),muitos deles em condições bem inóspitas e sem as mais que justas garantias,que qualquer profissional merece,Igualmente terei o prazer de a informar que o meu regresso ao local de trabalho de longos anos e após a mais que justa reforma se deveu ao convite,não duma junta de freguesia em particular,mas sim das três juntas que representam o todo geográfico coberto pela Unidade de Saúde de Tabuado.Regresso que acabei por fazer,não pela gratificação a vencer(garanto-lhe que está mal informada),mas sim pela fortes relações de amizade e de carinho,que quase 40 anos de serviço a essas populações,criaram ao longo duma vida de trabalho que procurei exercer sempre dentro das regras da deontologia médica.Quanto à minha choruda reforma,tenho realmente pena,que por duas ordens de razões,não possa estar de acordo consigo.A primeira,é de que o quantitativo dessa "choruda" reforma,não ultrapassa o valôr que qualquer professor em fim e no topo de carreira aufere e a segunda,é saber que a poderia efectivamente ter,se uma ex-ministra da Saúde(do seu PSD),não tivesse deliberado que todo MÉDICO FUNCIONÁRIO PÚBLICO COM CONSULTÓRIO PRIVADO,só teria direito a 60% do vencimento-base,comparativamente aos 100% auferidos pelos seus colegas que não fizessem medicina privada.Claro que tudo isto se processava numa base de horários e funções iguais,para ambos os grupos,fossem médicos em excluvidade ou em não-exclusividade.Como vê,uma decisão onde a inconstitucionalidade nunca foi posta em causa - para trabalho igual e horário igual, NÃO HÁ VENCIMENTO IGUAL. Quanto à restante dissertação e recomendação que me faz,dir-lhe-ei que o Marco é há mais de 60 anos,minha terra,não-natal,mas de coração.Tenho irmãos,filhos e netos,nascidos cá e nunca por nunca,poderei ser classificado como um paraquedista,como tantos outros que por cá andam ou já andaram.Termino certo de que de algum modo lhe fui útil,quanto mais não seja,para corrigir toda a desinformação que os bem-intencionados lhe passaram.Perdoe-me,mas não queria mesmo encerrar a minha resposta-intervenção,sem lhe dar os parabéns pela rija disputa que teve na sua Escola.Pena foi o resultado final.Passe bem,certa de que não voltarei a usar o espaço deste ou qualquer outro blog,para qualquer tipo de intervenção.


18
Mai 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 19:36link do post | comentar | ver comentários (6)

O segredo está fechado a sete chaves, mas tudo aponta para que o candidato do PS à Assembleia Municipal do Marco seja o médico João Valdoleiros. Por sua vez, Nuno Lameiras (candidato à Câmara em 2001) será o mandatário da campanha, com a advogada Catarina Medon como mandatária para a juventude. O economista Rolando Pimenta é o mandatário financeiro da candidatura de Artur Melo.

João Valdoleiros terá como adversários o empresário António Coutinho (PSD), e os advogados Monteiro da Rocha (Movimento de Ferreira Torres) e Duarte Meneses (Movimento de Norberto Soares).

Falta saber o que vem do lado da CDU.


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