Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
06
Abr 12
publicado por João Monteiro Lima, às 11:55link do post | comentar | ver comentários (4)

José Carlos Pereira, fundador deste blogue, escreveu no blogue "Incursões" um texto sobre a participação de Belmiro de Azevedo no Congresso do Marco de Canaveses.

Durante esta semana, lá fui ouvindo que a participação de Belmiro de Azevedo não tinha muito agradável, pois mais do que falar da sua experiência de vida, versou mais sobre os seus interesses pessoais. Nada de surpreendente, pena foi que, quem moderava o debate, bem como o Presidente da Câmara, não tivessem tido a coragem de interpelar Belmiro de Azevedo sobre a sua intervenção. Bem teria ficado a moderadora, ou Manuel Moreira, se tivessem explicado o que era pretendido no congresso. Não o fizeram e também não fiquei surpreendido pois não a coragem é coisa que não abunda em alguns dos nossos decisores políticos locais. Ainda se fosse para fazer uma vénia a um doutor ou engenheiro ...

Recomendo, à moderadora e a Manuel Moreira, a reflectirem sobre as palavras de D António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, "de pé diante dos homens, de joelhos diante de Deus".

Felicito José Carlos Pereira pelo seu texto e por demonstrar mais uma vez o grande marcoense que é.

Pela importância do texto de José Carlos Pereira, transcrevo-o aqui no Marco 2009

 

O município de Marco de Canaveses completou 160 anos no passado dia 31 de Março e a autarquia local resolveu levar a cabo um programa de comemorações que teve como ponto alto o congresso “Município do Marco de Canaveses – 160 anos ao Serviço dos Marcoenses”, realizado no passado fim-de-semana.

Convidado para integrar a Comissão de Honra desse congresso, marquei presença na jornada do segundo dia, animado pela temática do empreendedorismo e desenvolvimento económico e pelo testemunho dos marcoenses na diáspora portuguesa.

Um dos palestrantes que intervieram no painel sobre empreendedorismo e desenvolvimento económico foi Belmiro de Azevedo, um notável filho da terra. Pois bem, quando se pensava que Belmiro ia aproveitar a oportunidade para partilhar a sua experiência de gestão, o espírito de inovação ou a capacidade empreendedora de que deu provas, nestes tempos particularmente exigentes, nada disso aconteceu.

Belmiro de Azevedo serviu-se do palco que lhe foi proporcionado para interpelar a Câmara Municipal e procurar resolver os seus problemazinhos, aquilo que o incomoda pessoalmente, seja o rio Tâmega nas imediações da sua Casa da Ribeira ou as condições da zona industrial, instalada próxima da sua residência e onde também tem uma empresa. Acolitado por um solícito colaborador, tomou conta do programa do congresso e mostrou aquilo que o motivava. Quanto ao mais, manifestou uma incomodidade e uma pressa verdadeiramente deselegantes para quem estava no papel de convidado e tinha umas largas dezenas de conterrâneos dispostos a ouvi-lo com gosto.

Este comportamento não foi surpreendente para quem o conhece, mas demonstra bem os cuidados de Belmiro de Azevedo com a terra que o viu nascer. Sim, é óptimo ter lá um cantinho para passar os fins-de-semana, mas desde que tudo decorra como o senhor engenheiro quer. Então se ele, no tempo de Ferreira Torres, chegou a alterar o traçado da rua que circunda a sua quinta para não ser incomodado com o barulho das motas e dos automóveis…


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