Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 12
publicado por João Monteiro Lima, às 19:55link do post | comentar | ver comentários (2)

O final da tarde deste Domingo ficará marcada na história do Marco. Depois da revolta do Pão (ainda no tempo do Estado Novo), da manifestação da água (em 2005), a manifestação contra a supressão de comboios realizada esta tarde será inscrita na história do Marco. O povo do Marco saiu à rua unido contra este atentado à sua Terra.

Muitos milhares de marcoenses, a comissão de utentes, a Câmara, os representantes dos partidos políticos, deputados municipais, Presidentes de Junta de Freguesia e da Associação Empresarial, juntamente com os Presidentes da Câmara de Baião e de Amarante, em uníssono a defender o transporte ferroviário, esperam uma resposta da CP e da tutela. Uma resposta rápida e favorável à justa e simples reivindicação da manutenção de comboios na Linha do Douro.

A supressão de comboios na linha do Douro seria um enorme retrocesso para o Marco e para toda a região, e por isso se explica a participação dos Presidentes da Câmara de Amarante e Baião, bem como de habitantes daqueles concelhos, mas também de Resende e Cinfães. Mesmo freguesias do Marco não directamente abrangidas pelo comboio foram solidárias e compareceram na manifestação desta tarde.

Apesar do enorme aparato policial, nada de registo há assinalar, a não ser o facto do comboio em determinado comboio ter começado a andar com pessoas e militares da GNR à frente, momento em que se gerou a maior tensão entre os manifestantes. Fonte da empresa, assegurou que o comboio terá andado não por vontade do maquinista, mas por outros factores. Essa explicação foi dada aos manifestantes pelo Sargento da GNR do Marco e terá acalmado os ânimos dos manifestantes

Aguarda-se uma rápida resposta da CP e da tutela


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