Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
25
Mar 13
publicado por João Monteiro Lima, às 12:55link do post | comentar

Na semana passada dois assuntos me desagradaram . Um deles foi a tomada de posição de três partidos sobre a decisão de um Tribunal de não permitir a candidatura de autarcas em finais de 3º mandato a outros municípios e o outro foi a revolta de alguns pela participação de Sócrates na RTP.

Sobre o primeiro partilho da opinião que se a lei refere que só podem ser feitos 3 mandatos, mal ficam os que se sujeitam a ir para a outra terra e continuar a sua actividade autárquica. O caso que veio a publico, foi o de Fernando Seara (figura com a qual simpatizo pelo que fui conhecendo das suas aparições na televisão, embora sejamos de clubes diferentes), mas existem outros, sendo que serão todos (ou quase) do PSD e do PCP. 3 mandatos são 3 mandatos e a lei deveria ser inequívoca e dizer 3 mandatos consecutivos em qualquer concelho, ou algo do género, se é que essa é a vontade do "legislador". Quem tem candidatos nestas circunstâncias dirá que a lei a ser entendida assim, "castra" os direitos dos cidadãos, mas melhor ficariam não se sujeitassem a tais situações. Assim fizeram PS e BE.

Sobre a participação de José Sócrates num programa de televisão, não percebo o porquê de não poder participar. Se hoje assistirmos a um qualquer programa sobre política vemos que os comentadores são quase sempre os mesmos e alguns tiveram no passado responsabilidades governativas mas para a participação desses não se ouve qualquer revolta. Voltando a José Sócrates, deixem-no regressar, ouçamos o que tem para dizer da mesma forma que ouvimos tantos outros.

Mas também não ouço qualquer revolta como facto de, nos principais órgãos de comunicação social, estarem representados (quase sempre) apenas 3 partidos políticos. Repare-se que dificilmente temos um comentador do BE ou PCP. E ao que me parece estes dois partidos representam cerca de 20% do eleitorado. Alguém que tenha subscrito a petição para a não participação de Sócrates na RTP que crie uma petição para que todos os partidos estejam representados em igual número nas rádios, nos jornais e nas tv´s.


10
Fev 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

No passado dia 26 de Janeiro deixei este alerta sobre a falta de sinalização da Travessa 25 de Abril, situação para a qual os responsáveis municipais pelo trânsito já estavam alertados tal como as Juntas de Freguesia de Fornos e de Rio de Galinhas.
Quase 15 dias depois nada foi feito. A indignação vai aumentando, e depois lá se vai ouvindo que a Câmara, leia-se o Presidente, não faz nada, pois "nem sinais de trânsito coloca".
Ouço também que, “em outros tempos, quem mandava ia ao local e resolvia o problema na hora, agora mesmo falando aos Presidentes de Junta, aos responsáveis pelo trânsito, nada é feito”.
Depois, em 2013, por volta de Outubro, admirem-se


05
Dez 11
publicado por João Monteiro Lima, às 23:05link do post | comentar | ver comentários (4)

Apesar de não eu ter dúvidas, foi bom ouvir o José Fernando, Presidente do GD Livração, nos microfones da Rádio Marcoense a tentar explicar a saída do treinador.

Quem não sabia ficou a saber que o treinador soube, antes do início do jogo, que aquele seria o seu último jogo no GDL.

Do painel de comentadores do programa de Luís Miguel Nogueira, 90 minutos, destaco a intervenção do meu amigo Rui Barroso Pereira que não deixou de salientar que o treinador poderia não ter aceite fazer o jogo e o clube teria que pagar uma multa. Rui Barroso salientou a seriedade do treinador e bem, mas a forma e o momento deveriam ter sido diferentes. (Nestas coisas eu reajo a quente e consideração com consideração se paga, eu se fosse o treinador não fazia o jogo. O Rui Matos é diferente e fez bem, principalmente pelos atletas e adeptos. Rui Matos, aquele abraço)

As gentes da Livração habituaram-nos à frontalidade (obviamente não todos, mas felizmente uma grande maioria), pelo que entendo que o seu/ nosso clube (leia-se direcção) não poderia ter sido indiferente ao sentir da tal gente "que se agiganta", e poderiam ter escolhido outra altura, outro momento, outra altura comunicar tal decisão. Por exemplo, como o Pedro Oliveira frisou, no final do jogo contra o Gandra.

Tão expeditos que foram em arranjar novo treinador (de Domingo para Segunda), facilmente se depreende que também conseguiriam arranjar treinador de 5ª para 6ª, ou de 6ª para Sábado.

Com a habitual ponderação que se reconhece ao José Fernando gostei de ouvir a não-resposta à pergunta de Luís Miguel Nogueira: "Se fosse por si o treinador tinha ido embora?" O "não comento" diz tudo.

Ao José Fernando algumas situações ficaram por esclarecer, nomeadamente, o facto do treinador já ter posto o lugar à disposição anteriormente. Este pequeno esclarecimento seria a cereja em cima do bolo.

Dúvidas sanadas (não as minhas, mas as de alguns adeptos) vamos ver o que por aí virá. Tal como os treinadores, as direcções vão e veêm, mas o GD Livração fica. Tal como esta situação, digámos, "insólita"


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