Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
18
Jul 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar | ver comentários (3)

Nos últimos tempos, em conversa com vários marcoenses dos mais diversos quadrantes políticos vou ouvindo de quase todos um desagrado com a actual situação política que se vive no Marco.

Se, entre os sociais-democratas, o descontentamento com as tropelias internas que foram sendo conhecidas nos últimos dias e "o estado de graça de Moreira que já passou", os desilude, já entre os socialistas ouço o desagrado de anteverem um mau resultado nas próximas autárquicas, fruto da indefinição sobre o "candidato ganhador" nas próximas autárquicas. Entre os militantes do CDS vai-se ouvindo que Ferreira Torres já foi mais unânime do que é, e para os lados dos comunistas, aparecem também as primeiras vozes contra o "cada vez maior afastamento do partido da vida marcoense".

Mas a todos vou ouvindo que a alternativa para o Marco (e até para o País) seria uma "alternativa suprapartidária agregadora de diversas sensibilidades políticas", norteada pela "defesa dos interesses do Marco", capaz de gerar uma dinâmica de vitória e o compromisso de romper "com a política do faz de conta, dos jogos sujos". Pedem estes marcoenses, e talvez muitos outros, uma "nova forma de estar na política, em que a ética impere".

Estes marcoenses que vou ouvindo não falam em bons resultados, em marcar um espaço ou em roubar votos a este ou aquele partido, estes marcoenses querem mais, por isso, falam em "vitória, derrotando o partidarismo e as jogadas de bastidores" que se vão conhecendo.

Ouvir marcoenses dos diversos quadrantes políticos, com maior ou menor participação na vida política, em diversos momentos, a defender uma alternativa independente dos partidos, não pode deixar de merecer uma reflexão de todos, pois são cada vez mais os descontentes com os partidos representados no Marco que têm como incapazes de se constituir como alternativa ao actual estado da nossa terra.


06
Jul 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar | ver comentários (10)

A última sessão da Assembleia Municipal ficou marcada por alguma discussão em torno da comissão de revisão de regimento, tendo eu questionado António Coutinho se confirmava a demissão de Rui Cunha e Rodrigo Lopes daquela comissão. Não pude questionar directamente Rui Cunha porque o líder do PSD Marco não estava na sala.

Aliás, esta falta de Rui Cunha, a par da colocação (penso que por iniciativa própria, obviamente) de diversas figuras próximas de Cunha nos últimos lugares da bancada laranja, provocaram alguma surpresa e a habitual especulação sobre a relação entre Rui Cunha, Manuel Moreira e António Coutinho.

Os lugares cimeiros da bancada ficaram entregues a Ana Cristina Valente e a Fátima Vasconcelos e os habituais ocupantes daqueles lugares (Jorge Pessoa, José Carlos Valadares, Fernando Queirós ou Luís Pinto) estavam sentados nas últimas filas. Também não se percebeu quem liderava a bancada laranja naquela reunião.

Nessa mesma reunião, ficamos a saber que Bento Marinho renunciou ao cargo de deputado, depois de já ter pedido a suspensão do mandato por um ano. Tanto quanto me foi dado saber Bento Marinho justificou a sua renúncia com o facto de ter que se ausentar do País amiúde por motivos profissionais. Relembro que, depois de 4 anos como vice-presidente da Câmara e responsável pelos pelouros de finanças e urbanismo, em 2009, Bento Marinho foi candidato à Assembleia Municipal na lista encabeçada por António Coutinho, tendo tomado posse como deputado municipal e feito um conjunto de intervenções de assinalar, normalmente sobre as contas do município, ajudando e complementando as informações prestadas pela vereadora Carla Babo. Nos últimos tempos, também se ia ouvindo que a relação entre Moreira e Marinho não estava a atravessar os melhores dias, o que gerava, naturalmente, especulação

Volta e meia lá se vão ouvindo boatos sobre alegadas desanvenças nas hostes social-democratas, mas nos últimos tempos os boatos eram menores e a recente eleição de Rui Cumha (sem adversários) dava a entender que as águas estavam mais calmas, mas este conjunto de factores dá que pensar que nem tudo são ... rosas, lá para os lados do PSD Marco e que os próximos tempos serão tudo menos serenos.

A pouco mais de um ano do próximo acto eleitoral, e após a vitória de Rui Cunha nas eleições para a concelhia, vamos ver como evolui esta "novela" e se este, pelo menos aparente, afastamento entre Cunha, Moreira e Coutinho se transforma numa ruptura ou numa reconciliação


03
Mar 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar | ver comentários (15)

Num post escrito ontem dei conta da candidatura de Agostinho de Sousa Pinto ao lugar ocupado há 6 anos por Artur Melo e Castro, a liderança do PS marcoense.

Pondo por agora de parte outros nomes como potenciais candidatos à liderança do PS Marco, o futuro líder local do PS terá que escolher o nome do candidato à Câmara no próximo ano.

Vou ouvindo de alguns socialistas (militantes e simpatizantes) as suas escolhas, como melhores candidatos do PS para disputar a Câmara ao PSD. Acresce a incerteza sobre a recandidatura de Manuel Moreira pelo PSD, a presença de Avelino Torres pelo CDS, ou num cenário de coligação PSD/ CDS, a possibilidade do candidato da área do PS poder vir a agregar os votos de sociais-democratas descontentes, socialistas e até comunistas. 

Para além de Artur Melo, parece-me haver quem defenda um marcoense (por exemplo, Cristina Vieira ou José Carlos Pereira) e outros socialistas que gostariam de alguém de fora do Marco, sendo que neste cenário, José Luís Carneiro, actual Presidente da Câmara de Baião, surge como o nome mais falado e desejado. Para tal tem contribuído, por um lado, o excelente trabalho desenvolvido em Baião e por outro, a grande proximidade ao líder do PS, António José Seguro. Carneiro é ainda bem aceite quer por alguns sociais-democratas quer por alguns comunistas do Marco, o que poderá contribuir para uma eventual escolha do socialista baionense.


02
Fev 12
publicado por João Monteiro Lima, às 19:55link do post | comentar | ver comentários (6)

No Marco, a Câmara prepara-se para apresentar o projecto de regeneração urbana da Cidade, através de uma Sessão Pública a realizar amanhã à noite.

Em simultâneo vou sabendo que aumenta, entre os comerciantes e habitantes das zonas abrangidas pelas obras, o descontentamento pela decisão da Câmara de avançar com as obras. O que não se compreende.

Desde do primeiro mandato de Manuel Moreira, os comerciantes e habitantes tentaram sempre que a Câmara empreendesse a requalificação da cidade, a par da criação de melhor circulação de automóveis, da criação de mais locais de estacionamento, bem como o alargamento dos passeios. Lembrar-se-ão os leitores que a Câmara chegou a alterar a postura de trânsito no centro da cidade - uma medida corajosa que Avelino Torres tentou impor mas sem a coragem de manter por mais do que uma manhã. Mas voltando à tal revolta de alguns comerciantes e moradores, é incompreensível quando são os mais revoltados alguns dos que não se inibem de apoiar Manuel Moreira nas eleições, os tais  e moradores das pancadinhas nas costas, do "sim senhor, senhor Presidente", dos sorrisinhos cínicos, estão dispostos a mudar de local só para não passarem pelos transtornos (naturais) das obras. São esses, que agora questionam o investimento que a Câmara pretende fazer, mas que nunca julgaram a Câmara pelo negócio do Cine-Teatro ou da modificação unilateral do contrato da água.

Postos perante a execução de uma obra de extrema importância para a cidade, só porque terão que suportar as obras, agora aparecem, à sucapa, "a atirar a pedra e a esconder a mão", a dizer "cobras e lagartos" da câmara.

Mas nem sempre foi assim, no tempo de Avelino tudo eram rosas.

Haja pachorra


11
Out 10
publicado por João Monteiro Lima, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (1)

Aos microfones da Rádio Marcoense, o treinador do G D R Soalhães, o meu amigo Nuno Pinto mostrava-se muito desagradado com algumas situações que terão ocorrido na segunda parte do jogo com o Gandra. Nuno Pinto dizia que pensou "deitar a toalha ao chão" e que não sabia se "valia a penar continuar no futebol", afiançando que nos muitos anos que leva quer como dirigente quer como treinador nunca tinha visto nada igual.

Não estive jogo, não posso comentar o que se terá passado, mas como tenho o Nuno Pinto como alguém sério e sensato, penso que terá sido mesmo grave o que viu. O treinador do Soalhães não se adiantou em pormenores, remetendo para o Presidente do Soalhães quaisquer eventuais explicações sobre o sucedido.

Nas entrelinhas foi-se percebendo que o desagrado se prendia com a arbitragem do encontro. Luís Miguel Nogueira que conduzia a emissão dava conta que já na passada Terça-feira teriam havido muitas críticas às arbitragens e que se estavam a repetir também neste fim-de-semana.

 Mas o Nuno Pinto, mais uma vez mostrou que tem uma forma de estar no desporto diferente do habitual. Afirmou que não estava desagradado por ter perdido, dando o exemplo do jogo contra o Raimonda e que a sua equipa perdeu mas não por outros factores, salientando até a boa recepção que a equipa teve nesta deslocação a Gandra. Mostrou que sabe reconhecer quando perde porque não mereceu ganhar e não se limita à crítica fácil.

Fiquei mais agradado quando ouvi o Nuno Pinto a dizer que "pela equipa não deitará a toalha ao chão e que Domingo estará a orientar o Soalhães no jogo contra o Campo.

Não comentando esta arbitragem especificamente (porque não estive no jogo), mas pelo que vejo nos jogos que acompanho, posso dizer que há um longo caminho a fazer para dignificar a arbitragem e que este caminho deve ser feito também nos distritais, exigindo isenção e rigor, e não transformar a actividade numa feira de vaidades onde são praticadas muitas injustiças.

Ao Nuno Pinto, à direcção do G D R Soalhães e aos atletas deixo uma palavra de incentivo para o futuro, os resultados que têm obtido (5 jogos, 3 vitórias e 2 derrotas (destas, uma com o líder do campeonato) dizem muito da vossa qualidade e do vosso trabalho.

Força Soalhães.

 


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO