Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar | ver comentários (6)

Dispondo ainda de informação insuficiente é, no entanto, possível avançar que foram apresentadas por uma empresa marcoense (Vieira, Esposa & Filhos, Lda), nos passados dias 07 e 10 de Janeiro, duas acções judiciais, uma contra a Câmara Municipal e outra contra a JF de S. Lourenço do Douro.

Os montantes são, para o processo movido contra a Câmara de € 179.335,22 e no processo contra a JF de S. Lourenço do Douro de € 94.788,96. Ou seja, muito dinheiro que uma só empresa marcoense não terá recebido por obras que terá executado.

O que terá originado (e esta informação carece de validação das partes, que tentarei obter brevemente) tais acções terão sido as célebres obras executadas em vésperas das eleições de 2005 e que não terão tido cabimentação orçamental.

Desde que este executivo teve conhecimento da existência destas obras sem cabimentação, os marcoenses tomaram conhecimento da situação, tantas foram as vezes que o executivo as trouxe "à baila". Ainda no mandato anterior, o executivo apresentou uma proposta para resolver a situação e pagar aos empresários visados. A proposta passava pela contracção de um empréstimo (devidamente autorizado pelo Governo) para fazer face às tais dívidas. A resposta dos responsáveis do governo terá sido negativa.

Eu, na Assembleia Municipal, por várias vezes questionei o executivo sobre o andamento da resolução deste problema, tamanhas são as dificuldades que algumas empresas vão passando, podendo aceitar-se que parte dessas dificuldades poderia advir dos montantes que não lhes foram pagos.

Entendo que a Câmara poderia ter avançado para uma solução de pagamento em prestações, por exemplo, às empresas, tentando desta forma resolver mais uma das trapalhadas que herdou. Não sei se terá tentado ir por esta via, mas que poderia ser uma hipótese, lá isso podia.

Dir-se-ia que se este país fosse mais justo, os responsáveis políticos à data deveriam ser culpabilizados e julgados, caso fosse apurada a sua responsabilidade na decisão e/ ou intervenção no processo de avançar com as obras. Mas todos sabemos como funciona a justiça, ou melhor, a forma como está montada e que permite que se passem anos (muitos anos) até que haja uma decisão sobre os processos.

E os visados a "arder" com se diz na gíria.


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