Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
27
Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 09:55link do post | comentar | ver comentários (5)

Depois de várias intervenções na Assembleia Municipal (onde fui acompanhado por deputados dos diversos partidos representados) e de textos em espaços como o Marco2009 ou no Jornal A Verdade, a reclamar para que a Câmara ouvisse os partidos antes de tornar público o Orçamento, em cumprimento do disposto no Estatuto do Direito à Oposição, eis que o executivo se prepara para o fazer.

Segundo apurei, o executivo liderado por Manuel Moreira irá encontrar-se com os partidos, no início da próxima semana, antes de apresentar o Orçamento para 2011.

A partir da próxima semana, os partidos saberão quais as propostas do executivo para o próximo ano, quais os critérios utilizados para se propôr a realizar determinadas obras ou os motivos que terão pesado para a Câmara não avançar com outras obras.

Na minha opinião (que apenas a mim me vincula, convém sempre escrever isto, até para sossegar determinadas pessoas de todos os partidos representados no Marco), o executivo dá um passo em frente, mostrando que é sensível às diversas chamadas de atenção que eu e outros deputados municipais fomos fazendo ao longo dos últimos anos. Espero que nos próximos anos a Câmara mantenha esta atitude (que não sendo mais do que o cumprimento da lei, não deixa de ter significado) e receba os partidos durante a fase de elaboração do Orçamento. 

É pois motivo para dizer que valeram a pena as várias chamadas de atenção que foram sendo feitas.


28
Abr 09
publicado por José Carlos Pereira, às 18:55link do post | comentar | ver comentários (9)

O deputado municipal e presidente da Assembleia de Freguesia de Favões, António Madureira (PS), entendeu responder às observações de João Monteiro Lima. A sua resposta pode ser lida aqui.


27
Abr 09
publicado por João Monteiro Lima, às 19:15link do post | comentar | ver comentários (1)

Na última AM foram conhecidos os resultados de inspecções feitas à CM pela Inspecção Geral Finanças e Inspecção Geral da Administração Local.Depois da exposição das referidas inspecções alguns deputados tomaram a palavra para abordar os temas. Um deles foi António Madureira, deputado eleito nas listas do PS mas em clara oposição ao actual líder concelhio Artur Melo e Castro.

Madureira responsabilizou “todos os vereadores” do mandato anterior, pelas verbas atribuídas naquele período a JF e associações. Não só os da maioria CDS, mas também os vereadores da oposição, que no ano de 2005 eram Nuno Lameiras e Artur Melo e Castro, eleitos pelo PS, e Rui Cunha Monteiro pelo PSD.

Não sei o porquê da intervenção de Madureira, nem o porquê da responsabilização dos vereadores da oposição pelas dívidas apuradas na auditoria que o actual executivo promoveu.

Dos referidos vereadores de 2005, na reunião apenas estava Rui Cunha Monteiro. que decidiu intervir para ler uma declaração de voto que apresentou numa reunião de CM em 2005, e na qual afirmava que votava favoravelmente partindo do principio que as verbas teriam “suporte legal”.

Os vereadores do PS e PSD na oposição ao executivo do CDS/ Ferreira Torres sempre se queixaram da falta de meios para decidirem com maior conhecimento dos assuntos.

Penso que Madureira não esteve bem, pois o que disse não corresponde à verdade. E para evitar outras leituras, poderia ter reconhecido que tinha errado na avaliação que fez aos referidos vereadores. É que se houve oposição na CM foi nesse mandato.

 

01
Fev 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 00:42link do post | comentar

Escrevi-o e, depois de ter lido a exaustiva descrição de José Carlos Pereira sobre o assunto, mantenho o que disse: a oposição a Manuel Moreira ao longo deste mandato foi pouco agressiva. E acrescento-lhe outro adjectivo: foi pouco eficaz.

Esclareçamos os termos, antes de mais: quando falei em oposição pouco agressiva, não estava a pensar na mesma agressividade que era exigível à oposição que era feita no tempo de Ferreira Torres. Aí, não se tratava de ser oposição pouco ou muito agressiva - era oposição com ou sem medo, com ou sem temor reverencial.

Claro que eu sei bem que Manuel Moreira não é Ferreira Torres. O actual edil é, como se esperava, um político respeitador dos direitos das oposições. E, em determinadas circunstâncias, tê-lo-á sido em exagero. Recordo aqui o quanto fiquei indignado pelo facto de ter convidado Ferreira Torres para as comemorações do 25 de Abril logo no seu primeiro ano de mandato.

Nessa altura, não faltou quem visse exagero na minha reacção. Hoje, mantenho a minha discordância com a mesma veemência. Convidar Ferreira Torres para um evento que o homem nunca respeitou (e muito menos comemorou), era uma forma de branquear  a forma como ele geriu o concelho ao longo de mais de duas décadas. E eu achava que era isso o que nunca poderia acontecer.

É claro que eu também previ, por essa altura, que Ferreira Torres não iria aceitar o convite. Se o fizesse, estaria a deixar-se capturar pela nova forma de fazer política, jogo que nunca poderia fazer, caso - como se previa, também - tencionasse voltar ao Marco.

Mas se Ferreira Torres não se deixou capturar, o mesmo não se diga do resto da oposição. Insisto: com a sua forma respeitadora de fazer política, Moreira meteu no bolso os seus opositores. Quer do CDS, quer do PS. Quanto à CDU, é demasiado pouco expressiva para se fazer um julgamento.

Lá iremos, também por capítulos.

 


27
Jan 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 22:43link do post | comentar

Interessante o relato que JCP tem vindo a fazer do relacionamento entre poder e oposição nos órgãos autárquicos. Esperemos que seja exaustivo ao ponto de explicar por que razão o vereador socialista Luís Almeida é considerado em alguns meios como o "5º vereador da maioria". E se foi por esse motivo que a Concelhia do PS, liderada por Artur Melo, decidiu retirar a confiança política a Almeida. E qual foi o motivo por que Artur Melo facilmente deixou cair o próprio JCP da liderança do grupo parlamentar do PS na Assembleia. São questões interessantes, não são, José?

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