Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
24
Set 12
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar | ver comentários (6)

Na passada semana, em reunião da Comissão Municipal da reorganização administrativa, o Presidente da Assembleia Municipal apresentou uma proposta de reorganização administrativa que se traduzia numa diminuição das actuais 31 para 19 freguesias.

A proposta de António Coutinho que foi apresentada como um documento base que serviria como ponto de partida para uma discussão alargada, assentava num critério objectivo que era a agregação das freguesias com menos de 1000 habitantes.

Assim, da proposta de António Coutinho resultava que das actuais 31 freguesias, Alpendurada, Banho e Carvalhosa, Constance, Favões, Penha Longa, Soalhães, Sobre-Tâmega, Tabuado e Vila Boa do Bispo mantinham-se como estão actualmente, sendo que as restantes seriam agregadas. Coutinho propunha que o Torrão e Várzea do Douro formassem uma nova freguesia, tal como Ariz e Magrelos, Sande e S Lourenço do Douro, Avessadas e Rosem, Freixo e Manhuncelos, Fornos, Tuías, Rio de Galinhas e S Nicolau, Santo Isidoro e Toutosa, Folhada e Várzea de Ovelha, Maureles e Vila Boa de Quires, bem como Paços de Gaiolo e Paredes de Viadores.

António Coutinho terá ainda ressalvado que determinadas situações como Ramalhais, parte da freguesia do Freixo poderiam integrar a freguesia da cidade.

O documento apresentado tal como o autor referiu não é um documento fechado, estando aberto à discussão de todos, pelo que os contributos de todos serão considerados desde que minimamente coerentes.

Não entrando para já na discussão do mapa, cabe referir, aliás está gravado, que numa das primeiras da referida comissão foi decidido que os líderes dos partidos representados no concelho (PSD, CDS, PS e PCP) se deveriam encontrar e trabalhar em conjunto no sentido de apresentar uma proposta de trabalho que poderia ser “acertada” posteriormente. Tanto quanto sei quer o CDS quer o PCP demarcaram-se desde logo desta reforma, ficando PSD e PS dispostos a trabalhar para apresentar uma base de trabalho.

Lamentavelmente, e contrariando o que terá transparecido na última reunião da comissão da reorganização administrativa – que os partidos não teriam que fazer nada, os partidos nada fizeram. Não podem agora os líderes do PSD e do PS Marco (Rui Cunha, Artur Melo e Agostinho Pinto) dizer que não lhes foi endossada essa responsabilidade de trabalhar conjuntamente num mapa, ou então fazer de conta que nada sabem, pois estão a faltar à verdade. Entre este silêncio conveniente ou a imediata demarcação da discussão do CDS e do PCP, “venha o diabo e escolha”. E depois ainda se admiram do descrédito nos partidos no Marco e no País.

A proposta de António Coutinho terá seguramente defeitos, mas tem pelo menos, uma virtude, a de servir como base de trabalho (em que outros assumiram trabalhar e não só não o fizeram como não explicaram porquê que não o fizeram) e, que na minha perspectiva, se traduzirá se toda esta reforma vingar num reforço do estatuto político e partidário de António Coutinho, que tantas vezes foge ao protótipo do político que tolhido pelos votos prefere a inércia ao avanço. Neste assunto, como noutros, Coutinho preferiu avançar do que ficar à espera de ver o que faria o adversário político

Aberta que está a discussão espera-se o contributo de todos os intervenientes políticos e cidadãos para a elaboração de uma mapa que surja como o mais consensual possível, e digo eu, possa ser posto à ratificação de todos os marcoenses, se bem que dada a proximidade das eleições autárquicas me leve a pensar que esta reforma só avançará após Outubro do próximo ano


02
Jun 12
publicado por João Monteiro Lima, às 09:55link do post | comentar

Estive ontem à noite na primeira sessão de esclarecimento sobre a reforma administrativa organizada pela JS Marco. Entrei já no final das intervenções iniciais dos representantes do partidos, pelo que sobre essas opiniões nada posso dizer.

Das diversas intervenções que se seguiram, todas feitas por autarcas, destaco, por um lado, a posição firme da presidente da JF de Toutosa na defesa da sua posição (e da Assembleia de Freguesia local) contra a reforma, ou pelo contra a agregação da freguesia de Toutosa e destaco também a intervenção de José Mota (vice-presidente da Câmara) na defesa de uma reorganização administrativa.

Não tivesse José Mota dito duas frases (duas apenas) e subscreveria na integra tudo. Retiro à intervenção de José Mota, por um lado, a referência ao facto de a "lei estar a aprovada e ter que ser aplicada" - pois tantas leis são feitas e se prova que foram mal feitas e se corrigem (e neste caso, poderemos admitir que há aspectos a corrigir), logo não deveremos aceitar facilmente tudo o que nos é imposto, nem mesmo pela força da lei - e, por outro, o facto, de (José Mota) ser benquista, e já posso dizer que partilho em absoluto toda a intervenção do vice-presidente da Câmara.

Destaco ainda que, apesar do PCP não se ter feito representar, estiveram três membros da comissão concelhia na Sessão, sendo que Isabel Baldaia foi a única a intervir (até mais que uma vez), e mantenho na integra tudo o que já escrevi sobre esta "ausência" dos comunistas.

Das intervenções finais dos representantes dos partidos, destaco duas intervenções, distintas mas acertadas quer de Artur Melo quer de Rui Cunha. Ao contrário do que foi dito já perto do fim da sessão, a intervenção de Rui Cunha não pode ter ofendido ninguém, até porque se o argumento usado "a falta de reposta a perguntas essenciais e a falta de um mapa" fosse válido, também a intervenção de Artur Melo e de Marcos Queirós (representante do CDS) também deveriam ter sido consideradas ofensivas.

Parece-me também que, ou PSD e PS do Marco se entendem sobre esta matéria (CDS e PCP não estão para aí virados), ou então lá teremos uma decisão vinda de Lisboa a determinar a reorganização da nossa Terra. E ainda defendo que cada um manda na sua casa.

De resto, parabéns à JS Marco pela iniciativa, em particular aos meus amigos Leonardo João e Miguel Carneiro que estavam na mesa a moderar o debate


23
Mai 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar | ver comentários (2)

O blog da JS Marco dá um grande destaque a um conjunto de debates (5 no total) que aquela estrutura está a promover sobre a reforma da administração local.

O primeiro desses debates acontecerá na Casa do Povo da Livração, no próximo dia 1 de Junho, a partir das 21h 30m, estando aberto a todos, mas naturalmente centralizado para os habitantes das freguesias de Toutosa, Santo Isidoro, Banho e Carvalhosa, Constance, Vila Boa de Quires, Maureles e Sobre-Tâmega.

Os jovens socialistas pretendem dar a conhecer aos marcoenses quando acontecerá a reforma, como será feita e o que mudará.

No mesmo blog, os jovens socialistas avançam com a presença de representantes do PS, PSD e do CDS, concluindo-se que o PCP não se fará representar.

Já tinha tido conhecimento da não representação do PCP nestes debates, o que me surpreendeu negativamente. Entendo que o PCP ao não participar nestes debates dá, não um, mas dois tiros nos pés. Explico, não participando um representante do PCP, os comunistas não conseguirão fazer chegar aos marcoenses a posição que têm sobre a reforma da administração local e, a leitura que já me foi feita - de que "o PCP do Marco mais não consegue dizer que o diz o PCP nacional", terá que ser aceite sem desagrado, pois essa imagem é a que transparece desta "não participação".

Entendo que o PCP Marco deve reconsiderar esta posição - eu ainda sou do tempo em que os comunistas não viravam a cara à luta -, indicando um membro da sua concelhia para estes debates, tanto mais que o primeiro é realizado na freguesia onde a CDU é maioria e onde orgulhosamente a Junta local exibe na fachada da sua sede uma tarja contra a reforma proposta pelo governo.

Veremos o que vai acontecer


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